- Tiago Splitter, 41 anos, é o primeiro técnico brasileiro na história da NBA e vai obter a primeira oportunidade de se tornar treinador principal do Portland Trail Blazers na temporada 2025-26, além de treinar a franquia já neste início de campanha.
- Apesar disso, os compromissos com os Trail Blazers dificultam a dedicação integral à seleção brasileira, segundo o próprio Splitter.
- O catarinense mantém o sonho de treinar a seleção brasileira principal, ressaltando o talento humano do Brasil para competições internacionais.
- Splitter já trabalha com a seleção desde 2021, atuando como assistente técnico na organização defensiva em eventos como o Pré-Olímpico da Letônia e os Jogos Olímpicos de Paris; também comandou o Global Jam em 2022.
- Em entrevista, o ex-jogador afirmou preferir a medalha olímpica a vencer a NBA.
Tiago Splitter, primeiro brasileiro a atuar como técnico na NBA, abriu o jogo sobre o sonho de treinar a seleção brasileira no futuro. A entrevista ocorreu em meio à sua primeira temporada como técnico no Portland Trail Blazers, em estágio inicial de carreira na liga.
O atleta natural de Blumenau, hoje com 41 anos, deixou claro que o objetivo de comandar o Brasil não depende apenas do tempo disponível. O cenário atual com os Trail Blazers dificulta dedicação exclusiva à seleção.
Splitter ressaltou o orgulho de vestir a camisa do Brasil e apontou o material humano do país como extremamente competitivo em nível internacional. Ele mantém relação próxima com a Confederação Brasileira de Basketball (CBB).
Desde 2017 aposentado, Splitter seguiu carreira como assistente técnico, passando por Brooklyn Nets, Houston Rockets e, em 2024, pelo Paris Basketball, onde conquistou título nacional e boa performance na Euroliga.
A entrega ao Portland Blazers começou em 2025-26, quando recebeu oportunidade como treinador principal. O clube, porém, viveu uma mudança de cenário com uma operação policial envolvendo o técnico Chauncey Billups no estado do Oregon.
Paralelamente, Splitter participou ativamente das comissões técnicas da seleção brasileira desde 2021, com destaque pela organização defensiva no Pré-Olímpico da Letônia e nos Jogos Olímpicos de Paris.
No período, ele também comandou o Global Jam de 2022, enfrentando equipes como Canadá e Estados Unidos, formadas por atletas que hoje atuam na NBA. O desafio reforçou oportunidades futuras no seleto grupo técnico do Brasil.
Apesar da distância, o brasileiro afirma que a organização da seleção exige comprometimento exclusivo, o que, segundo ele, dificulta conciliar clube e seleção ao longo da temporada. O desgaste é visto como fator decisivo de tempo.
Sobre o futuro, Splitter não descartou a ambição de chegar à liderança da seleção de forma estável, mas destacou que é preciso paciência para o momento oportuno e para a dedicação necessária ao cargo.
Quando questionado sobre prioridades entre NBA e pódio olímpico, o técnico foi categórico: prefere a medalha olímpica, deixando claro o desejo de contribuir com o Brasil no mais alto nível internacional.
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