A nova regra da International Football Association Board (IFAB) sobre o tempo de posse de bola dos goleiros promete impactar o futebol a partir de junho, durante a Copa do Mundo de Clubes nos Estados Unidos. A mudança estabelece que, se um goleiro segurar a bola por mais de oito segundos, a equipe adversária receberá […]
A nova regra da International Football Association Board (IFAB) sobre o tempo de posse de bola dos goleiros promete impactar o futebol a partir de junho, durante a Copa do Mundo de Clubes nos Estados Unidos. A mudança estabelece que, se um goleiro segurar a bola por mais de oito segundos, a equipe adversária receberá um escanteio em vez de um tiro livre indireto. Essa alteração visa facilitar a aplicação da regra pelos árbitros, que frequentemente enfrentam dificuldades em punir a demora dos goleiros.
Os testes realizados em ligas juvenis da Inglaterra, Itália e na primeira divisão de Malta mostraram que, com um cronômetro visual de cinco segundos, os goleiros liberaram a bola em menos de cinco segundos em mais de 75% das vezes. Apenas quatro escanteios foram concedidos durante mais de 400 jogos testados, indicando que a nova abordagem pode ser um eficaz desincentivo ao tempo perdido.
Historicamente, a aplicação da regra de tempo de posse tem sido inconsistente. O ex-árbitro Pierluigi Collina, por exemplo, nunca sancionou um tiro livre indireto por demora em sua carreira de dezoito anos. Nos últimos anos, o número de cartões amarelos para goleiros por tempo perdido tem aumentado, com a Premier League prestes a estabelecer um novo recorde nesta temporada.
A mudança na regra pode levar a decisões mais arriscadas por parte dos goleiros, que terão menos tempo para pensar. Isso pode resultar em um aumento de passes longos, já que a pressão para liberar a bola rapidamente pode limitar as opções de jogo. A implementação da nova regra, no entanto, suscita dúvidas sobre a consistência dos árbitros em sua aplicação, especialmente em momentos críticos das partidas.
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