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Futebol brasileiro enfrenta desafios com enchentes e eventos climáticos extremos em 2024

Clube de futebol no Rio Grande do Sul se adapta a eventos climáticos extremos um ano após enchentes devastadoras, mas falta apoio institucional.

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Um ano após as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, clubes de futebol como Grêmio e Internacional estão tentando se adaptar a eventos climáticos extremos, mas ainda precisam de mais apoio institucional e de um plano nacional para enfrentar esses desafios. As enchentes de 2024 afetaram 96% das cidades do estado, resultando em mais de 180 mortes e danos significativos à infraestrutura dos clubes. Apesar de algumas medidas de prevenção sendo adotadas, como o uso de materiais mais resistentes nas reconstruções, a falta de um plano claro e de apoio governamental continua a ser um problema. A Confederação Brasileira de Futebol não respondeu sobre o auxílio aos clubes, e a Federação Gaúcha de Futebol informou que não recebeu apoio suficiente para a recuperação. O Ministério do Esporte reconheceu a necessidade de incluir o tema das mudanças climáticas em suas políticas, mas ainda não há um plano específico para o esporte. Durante a COP29, foi apresentado um plano para mobilizar o esporte em relação às mudanças climáticas, mas a falta de recursos e conhecimento ainda é um obstáculo. A primeira conferência sobre os impactos das mudanças climáticas no futebol brasileiro está marcada para o final de maio, com a participação de clubes e autoridades.

Um ano após as enchentes devastadoras que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, clubes de futebol como Grêmio e Internacional estão implementando medidas de prevenção e adaptação a eventos climáticos extremos. As enchentes afetaram 96% das cidades do estado, resultando em mais de 180 mortes e danos significativos à infraestrutura esportiva.

Os clubes têm buscado formas de se recuperar e se preparar para futuras crises climáticas. O vice-presidente de Planejamento do Internacional, Guilherme Mallet, destacou que a reconstrução do centro de treinamento considerou o uso de materiais mais robustos e a elaboração de um plano de evacuação. “Mudanças climáticas estão entre as ameaças em nosso cenário,” afirmou Mallet.

Apesar dos esforços, a falta de apoio institucional e de um plano nacional para enfrentar desastres naturais ainda é uma preocupação. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não respondeu sobre as medidas de apoio aos clubes afetados. A Federação Gaúcha de Futebol (FGF) informou que não recebeu assistência de instituições públicas, embora tenha recebido cerca de R$ 650 mil da CBF para a reconstrução de sua sede.

Os eventos climáticos extremos têm se tornado cada vez mais frequentes no Brasil. Em 2024, o país enfrentou dez eventos desse tipo, incluindo secas e incêndios. O Ministério do Esporte reconheceu a necessidade de incluir o tema no Plano Nacional do Esporte e apresentou o Plano Nacional de Ação Climática para o Esporte (PNACE) na COP29.

A primeira conferência sobre os impactos das mudanças climáticas no futebol brasileiro, a ECO FUT, ocorrerá em maio de 2025, em São Paulo. O evento reunirá representantes de clubes e autoridades para discutir soluções e engajamento em torno da questão climática. “Todos têm mostrado interesse grande na pauta,” afirmou Ricardo Calçado, diretor do Terra FC.

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