O Atlético-MG vai enfrentar neste sábado o técnico Dorival Júnior, que já comandou o time entre 2010 e 2011. Durante sua passagem, ele teve momentos bons e ruins, incluindo uma vitória emocionante sobre o Cruzeiro. Dorival foi chamado para salvar o Atlético do rebaixamento e conseguiu, mas sua relação com o clube se complicou no ano seguinte. Ele dispensou alguns jogadores e fez críticas públicas a outros, o que gerou tensão. Nesse período, Bernard fez sua estreia no time, mas Dorival deixou o clube em agosto de 2011, expressando frustração por não ter conseguido completar seu trabalho.
O Atlético-MG reencontrará neste sábado um antigo conhecido: o técnico Dorival Júnior, atual comandante do Corinthians. O confronto, que ocorrerá no Brasileirão, traz à tona a trajetória conturbada de Dorival no Galo entre 2010 e 2011.
Dorival Júnior assumiu o Atlético em setembro de 2010, após a demissão de Vanderlei Luxemburgo. Sua missão era evitar o rebaixamento, o que conseguiu ao salvar o time nas últimas 14 rodadas do campeonato. No entanto, sua passagem foi marcada por altos e baixos, incluindo uma vitória memorável sobre o Cruzeiro por 4 a 3, em um clássico que ficou na memória dos torcedores.
Durante sua gestão, Dorival enfrentou desafios, como a eliminação precoce na Copa do Brasil e a perda do Campeonato Mineiro para o arquirrival Cruzeiro. A relação com os jogadores também se deteriorou, resultando em dispensas e afastamentos. O técnico fez cobranças públicas a Daniel Carvalho, que não estava em boa forma, e perdeu jogadores importantes como Diego Tardelli e Obina, que foram negociados com clubes do exterior.
Momentos Marcantes
A vitória sobre o Cruzeiro foi um dos pontos altos da passagem de Dorival. Ele trouxe um palestrante do BOPE para motivar o elenco, o que resultou em uma performance inspiradora. O atacante Obina, que marcou três gols naquela partida, se tornou um ícone musical ao pedir a música “Tropa de Elite” no programa Fantástico.
Por outro lado, a relação entre Dorival e a diretoria se tornou tensa. O presidente da época, Alexandre Kalil, comentou sobre a necessidade de preservar a hierarquia do time, após desentendimentos com alguns atletas. A saída de Dorival em agosto de 2011 deixou um sentimento de frustração, conforme ele mesmo declarou, por não ter conseguido concluir seu trabalho e trazer resultados positivos ao clube.
O reencontro entre Atlético-MG e Dorival Júnior promete ser um momento de reflexão sobre o passado e os desafios enfrentados por ambos.
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