- O Plano Orçamentário de 2026 do Internacional, que será votado pelo Conselho Deliberativo na segunda-feira, prevê superávit e foi auditado pelo Conselho Fiscal com apoio da Cerutti & Machado Auditores Associados, que recomenda a aprovação.
- Não haverá participação em competições internacionais, o que reduz as receitas previstas em 23 milhões e pode favorecer o movimento para déficit.
- As projeções de venda de jogadores passaram de 116,6 milhões em 2025 para 171,6 milhões em 2026.
- Os custos totais do futebol devem recuar de 431,5 milhões em 2025 para 406,6 milhões em 2026.
- A folha de pagamento está prevista em 253 milhões em 2026, frente a 258,3 milhões em 2025.
O Plano Orçamentário do Internacional para 2026 prevê superávit, mesmo com a ausência de participação em competições internacionais. Os documentos, distribuídos aos conselheiros para análise, foram obtidos pelo Lance! e apontam ajustes relevantes no orçamento auditado pelo Conselho Fiscal com apoio da Cerutti & Machado Auditores Associados.
Segundo o material, há projeção de arrecadação menor por não haver competição internacional, estimada em R$ 23 milhões. O clube projeta também mudanças na receita com venda de atletas e redução de custos operacionais no departamento de futebol.
O orçamento será votado pelo Conselho Deliberativo na próxima segunda-feira, 10. O parecer do Conselho Fiscal recomenda a aprovação dos valores apresentados. No entanto, a previsão confirma o desafio de manter receitas sem participação em torneios internacionais.
Projeções de receitas e custos
As estimativas indicam que a venda de jogadores deve subir de R$ 116,6 milhões em 2025 para R$ 171,6 milhões em 2026, refletindo negociações previstas para o próximo ano. Por outro lado, a arrecadação com jogos e cotas da Conmebol não deverá ocorrer.
Em 2025, o orçamento previa R$ 160 milhões com venda de jogadores; o valor efetivamente garantido foi de R$ 116,6 milhões. Já para 2026, o montante esperado é de R$ 171,6 milhões.
Os custos totais de futebol devem recuar de R$ 431,5 milhões em 2025 para R$ 406,6 milhões em 2026, com redução também na folha salarial. A despesa com salários, benefícios e direitos de imagem cairá de R$ 258,3 milhões para R$ 253 milhões, mantendo a equipe sob controle financeiro.
Contexto e implicações
A ausência de participação em competições internacionais é apontada como fator central para a mudança nas projeções. A gestão mantém a expectativa de superávit, mas o risco de deficit permanece caso as receitas previstas com competições não se realizem. A auditoria reforça a necessidade de ajustes para manter equilíbrio.
Conselho Fiscal reforça a importância de aprovação dos números, que refletem o planejamento estratégico para a temporada de 2026. A votação ocorre na próxima sessão do Conselho Deliberativo, conforme agenda publicada pelo clube.
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