- Flamengo propõe transição gradual do gramado sintético para o natural até o fim de 2027 na Série A e 2028 na Série B, com padrão mínimo durante o período.
- Palmeiras, Athletico Paranaense, Atlético, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras emitiram nota conjunta defendendo o gramado sintético, dizendo que ele segue “as melhores práticas internacionais” e que não há estudo definitivo de que aumente lesões.
- O documento menciona Neymar e outros jogadores que se posicionaram contra gramados sintéticos; o Flamengo cita estudos que apontam riscos à saúde e mais lesões.
- Houve atrito público entre a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, e o mandatário do Flamengo, BAP, após a divulgação do comunicado.
- Os clubes que usam gramados sintéticos defendem padronização internacional, responsabilidade e destacam a falta de regulamentação atual no Brasil, pedindo padrões de qualidade para os gramados.
Diante de discrepâncias sobre o uso de gramados sintéticos na elite do futebol brasileiro, Flamengo propõe uma transição gradual até 2027 na Série A e 2028 na Série B, com padrão mínimo nesse período. A ideia é padronizar a qualidade dos campos e reduzir impactos na temporada, mantendo a discussão sob supervisão da CBF.
A proposta do Flamengo surge em meio a críticas sobre lesões e à defesa dos gramados artificiais por parte de outros clubes. Neymar e outros nomes do futebol questionam as superfícies, citando estudos e movimentos contra o sintético. Enquanto isso, o Flamengo afirma que nenhum país com títulos mundiais adota gramados de plástico.
O tema ganhou contornos políticos dentro do clube carioca e do movimento recente entre torcidas e executivos, alimentando atrito público entre Leila Pereira, presidente do Palmeiras, e Luiz Eduardo Baptista, o BAP, mandatário do Flamengo, após a divulgação da nota conjunta de clubes favoráveis aos gramados sintéticos.
Proposta de transição
Flamengo defende que a transição ocorra de forma gradual, com um padrão mínimo durante o período de mudança. A janela até 2027 para a Série A e até 2028 para a Série B serviria para ajustar contratos, logística dos estádios e padrões técnicos de manutenção, segundo a instituição.
O clube carioca aponta que existem pesquisas sobre lesões associadas às superfícies e cita movimentos do meio esportivo contra o gramado sintético. A ideia é regulamentar a qualidade final dos gramados naturais conforme normas internacionais, mantendo a competitividade sem abrir mão da segurança dos atletas.
Posição dos clubes que utilizam grama sintética
Athletico Paranaense, Atlético, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras reforçam que o sintético é utilizado de forma responsável e alinhada às melhores práticas internacionais. A nota conjunta afirma que não existe padronização nacional atual e que críticas devem considerar esse contexto.
Segundo o comunicado, o gramado sintético de alta performance supera campos naturais em más condições. Já destacado, não há estudo conclusivo que comprove aumento de lesões com as superfícies modernas, defendendo uma avaliação técnica cuidadosa.
Os clubes também defendem que o tema é relevante e deve ser tratado com responsabilidade, sem distorções. Eles pedem padronização da qualidade dos gramados, com base em normas da Fifa e da Uefa, para verificação técnica contínua.
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