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Controvérsia envolve premiações a regimes autoritários

Durante o sorteio da Copa de 2026, Infantino cria prêmio para bajular Trump; episódio evidencia que o esporte já se curvou a autocracias desde mil novecentos e trinta

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  • No episódio do podcast “De Cabeça para Baixo”, Jamil Chade aponta que, na década de 1930, futebol e olimpíadas foram usados como propaganda por dois ditadores.
  • Durante o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026, Gianni Infantino criou um prêmio para bajular Donald Trump.
  • O texto sustenta que esse não é o primeiro caso de o esporte se curvar a regimes autocráticos.
  • A prática de bajulação a autocratas não é novidade e não se restringe apenas ao futebol.
  • A análise destaca o uso político do esporte tanto no passado quanto nas situações atuais.

Durante o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026, a Fifa foi alvo de críticas após Gianni Infantino, presidente da entidade, anunciar a criação de um prêmio voltado a elogiar o ex-presidente Donald Trump. A divulgação ocorreu durante o evento, em que já se discutiam o formato do torneio. A reação foi de surpresa e indignação entre parte da imprensa e da comunidade esportiva.

O episódio foi relatado pelo jornalista Jamil Chade no podcast De Cabeça para Baixo, que analisou o ocorrido. A produção do sorteio é conduzida pela Fifa, que organiza a competição a cada quatro anos, envolvendo federações nacionais, clubes e torcedores. A premiê de Infantino gerou debates sobre imparcialidade institucional.

Historicamente, o futebol e as Olimpíadas foram usados como instrumento de propaganda por regimes autoritários na década de 1930, conforme análises históricas. O caso atual reaviva questionamentos sobre a distância entre esportes e política, especialmente em eventos de grande visibilidade mundial.

Contexto histórico

A relação entre esporte e regimes autoritários tem precedentes documentados, com uso de grandes eventos para propaganda ou legitimação de governos. Pesquisadores apontam exemplos de décadas passadas que moldaram a visão pública sobre esportes como palco político.

Apesar das críticas, a Fifa não detalhou justificativas oficiais para a criação do prêmio. Um setor da imprensa e da torcida ressaltam a importância de manter a neutralidade institucional em encontros esportivos globais, especialmente em eventos com alcance público amplo.

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