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Gramado sintético divide Palmeiras e Flamengo entre ciência e política

Flamengo propõe padronizar gramados e banir piso artificial na liga; a partir do próximo ano, três estádios da Série A passam a usar superfície sintética

Gramado sintético sendo instalado na Arena da Baixada (Foto: Lucas Andrade e Tatiana Ribeiro/ Site oficial)
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  • Flamengo protocolou na CBF uma proposta de padronização dos gramados e de banimento do piso artificial nas competições nacionais.
  • A partir do próximo ano, três estádios da Série A passarão a ter superfície sintética: Ligga Arena (Athletico-PR), Arena Condá (Chapecó) e Mercado Livre Arena Pacaembu (São Paulo).
  • Atualmente, três arenas já utilizam gramado sintético: Allianz Parque, Estádio Nilton Santos e Arena MRV.
  • A discussão envolve fatores como custo, desempenho, lesões e padronização, com a FIFA classificando gramados em natural, híbrido e sintético (com certificações distintas).
  • Em termos de custos, manter gramado natural fica em torno de R$ 150 mil por mês, enquanto o sintético fica entre R$ 30 mil e R$ 40 mil, permitindo uso quase contínuo.

A troca de farpas entre Palmeiras e Flamengo ganhou novo capítulo com a proposta de padronização de gramados no futebol brasileiro. O Flamengo protocolou na CBF uma medida que também defende o banimento do piso artificial nas competições nacionais, citando questões de desempenho e segurança.

A discussão ocorre num cenário em que a regulamentação brasileira é menos rígida que a europeia, apontam especialistas. Hoje, apenas alguns estádios da Série A utilizam grama sintética, com debates sobre custos, recuperação do campo e impactos em lesões.

Proposta e metas

O documento enviado pela diretoria rubro-negra sustenta que padrões mais comuns ajudariam a reduzir falhas técnicas. A CBF é citada como instância reguladora para estabelecer normas de qualidade dos campos em todo o país.

Abrangência futura do sintético

A partir do próximo ano, três estádios passarão a ter superfície sintética: Ligga Arena, do Athletico-PR; Arena Condá, em Chapecó; e Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo. Hoje, o Allianz Parque, Nilton Santos e Arena MRV já utilizam piso artificial.

Situção atual e comparação

A FIFA reconhece três categorias de gramado: natural, híbrido e sintético, com certificações específicas para cada uso. No Brasil, a exigência da CBF é apenas de que clubes ofereçam condições adequadas, sem padronização rígida.

Custos e frequência de uso

Dados apontam que manter gramado natural custa em média cerca de R$ 150 mil por mês, contra R$ 30 mil a R$ 40 mil no sintético. O natural suporta menos jogos por semana, enquanto o sintético admite uso quase contínuo, reduzindo a regeneração.

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