- O treinador Kwesi Appiah afirmou que uma vitória do Sudão sobre o Senegal pode ajudar a cessar ou acalmar o conflito no país, no Africano de nações.
- A equipe sudanesa chegou às oitavas de final pela segunda vez desde o título de 1970, atuando em exílio devido à guerra.
- O conflito, que começou em abril de 2023, já deixou dezenas de milhares de mortos e milhões de deslocados.
- Mesmo em meio às dificuldades, o Sudão se classificou para a Copa das Nações em Marrocos e terá o confronto contra o Senegal neste fim de semana.
- Houve situações em que, durante jogos, os exércitos pararam de atirar para comemorar vitórias, segundo o treinador, destacando o impacto social do futebol.
O técnico Kwesi Appiah afirmou que a possibilidade de uma vitória surpreendente do Sudão sobre o Senegal, neste sábado, na Copa Africana de Nações, poderia servir como catalisador para cessar o conflito no país. A vitória seria um impulso para a trégua, disse o treinador, em Tangier nesta sexta-feira.
O Sudão avançou para as oitavas de final pela segunda vez desde o título de 1970, superando dificuldades como o exílio do time devido à guerra que afeta o país. A seleção disputará o duelo contra o favorito Senegal, em jogo único na fase de mata-mata realizada no Marrocos.
Apesar das adversidades, o futebol sudanês segue em campo. O país não realiza partidas em casa há três anos e a infraestrutura esportiva foi severamente danificada. Clubs locais mudaram para Ruanda, enquanto Khartoum Al Hilal chegou à fase de grupos da Liga dos Campeões.
Em Tangier, o capitão Bakhit Khamis ressaltou o desafio de atuar longe de casa e longe da família. Ele disse que a equipe busca agradar os torcedores e manter o foco no objetivo dentro de campo, na esperança de melhoria para o povo sudanês.
Contexto do conflito no território
O grupo paramilitar RSF e o exército sudanês travam confrontos desde abril de 2023, após divergências sobre a integração das forças. O conflito já deixou milhares de mortos, milhões de deslocados e agravou a fome em várias regiões.
O confronto político e militar se desenrola paralelo à participação do Sudão na Copa, com a seleção mantendo a presença internacional apesar do exílio forçado. A equipe busca manter o ritmo competitivo no palco africano, ainda que as condições logísticas permaneçam desafiadoras.
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