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CBF busca modelos de arbitragem profissional na Europa: diferenças e semelhanças

CBF profissionaliza 72 árbitros da Série A com salário fixo, bônus por desempenho e foco em saúde, tecnologia e capacitação, inspirado em ligas europeias

O arbitro Wilton Pereira Sampaio durante partida entre Cruzeiro e Flamengo no estadio Mineirao
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  • A CBF anunciou, na terça-feira (27), a profissionalização de 72 árbitros da Série A, com investimento mensal de R$ 1 milhão para salários, taxas por jogo e bônus por desempenho.
  • O modelo brasileiro foi inspirado em ligas europeias (Alemanha, Espanha e Inglaterra) e se baseia em quatro pilares: estrutura, saúde, capacitação técnica e tecnologia.
  • O elenco envolve 20 árbitros, 40 assistentes e 12 profissionais dedicados ao VAR; a remuneração combina salário fixo com bônus por desempenho, buscando dedicação exclusiva.
  • Entre as distinções, o Brasil terá 12 profissionais dedicados ao VAR e uma avaliação híbrida para permanência no grupo, com promooções e rebaixamentos ocorrendo pelo menos duas vezes ao ano.
  • Em saúde e tecnologia, há monitoramento biométrico, apoio multidisciplinar e uso futuro de impedimento semiautomatizado e RefCam; o planejamento mantém o foco na evolução tecnológica e no aperfeiçoamento técnico.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou na última terça-feira, 27, a profissionalização de 72 árbitros da Série A do Brasileirão. O programa prevê um investimento mensal de 1 milhão de reais, cobrindo salários fixos, taxas por jogo e bônus por desempenho. A iniciativa se inspira nas ligas europeias, como Alemanha, Espanha e Inglaterra.

O modelo nacional apoia-se em quatro pilares: estrutura, saúde, capacitação técnica e tecnologia. A ideia é elevar o nível da arbitragem brasileira, priorizando dedicação exclusiva e uso de recursos tecnológicos, com foco em consistência ao longo da temporada.

Estrutura e Remuneração

O grupo é composto por 20 árbitros, 40 assistentes e 12 profissionais dedicados ao VAR. O sistema de remuneração fixa, acrescido de bônus, guarda semelhanças com a Premier League, diferente do binômio salário fixo mais taxa por jogo adotado na Espanha e na Alemanha.

A especialização do VAR

Brasil opta por 12 árbitros profissionalmente dedicados ao VAR, seguindo o modelo espanhol de especialização (VarPRO), enquanto Inglaterra e Alemanha não mantêm equipes exclusivas para a cabine de árbitros de vídeo.

Avaliação e ranking

No Brasil, a avaliação envolve uma combinação de observadores e comissão técnica, com foco em controle de jogo, regras, condição física e comunicação. A Inglaterra utiliza o Painel KMI com visão de ex-jogadores, e a Espanha emprega uma equação matemática para punir erros técnicos, buscando objetividade.

Mobilidade e promoções

O país mantém um sistema de entradas, promoções e rebaixamentos com pelo menos duas quedas ou ascensões por temporada, como observado na Espanha. No entanto, a diferença está no quadro profissional da Série A, que atuará de forma quase exclusiva na elite.

Saúde como requisito de elite

A CBF vincula a aptidão física ao cumprimento de treino semanal para a escalação, com monitoramento biométrico e suporte multidisciplinar. A ideia é elevar o padrão de preparação, com avaliações oficiais ao longo do ano.

Tecnologia e monitoramento

O projeto prevê uso de dados biométricos, GPS e rastreamento semanal pela equipe de Ciências do Esporte da CBF. A meta é adotar o impedimento semiauto (VAR semiautomatizado) e o RefCam, além de acompanhar a linha do gol em estudo.

Capacitação técnica

A formação dos 72 árbitros envolve imersões mensais presenciais, combinando teoria com prática de campo e uso da tecnologia. O formato busca harmonizar padrões espanhóis com a prática brasileira, distinguindo-se do modelo inglês, mais voltado a debates de vídeo quinzenais.

Feedback e metodologia

No Brasil, a análise de lances é baseada nas regras, com feedback individual após cada rodada. Diferente da Inglaterra, que exige autocrítica prévia do árbitro e votações em tempo real, e da Espanha, que utiliza vídeos explicativos distribuídos na nuvem.

Prática, tática e preparação

O projeto destaca sessões práticas em campo durante as imersões, com foco em tomada de decisão em tempo real e uso do VAR. A Alemanha, por sua vez, realiza exercícios semanais e fornece relatórios táticos pré-jogo, aspecto ainda não detalhado no plano brasileiro.

Tecnologia e inovação no futebol brasileiro

O Brasil avança com o impedimento semiautomático, utilizado por ligas europeias, e com o anúncio público das revisões do VAR. A pesquisa de tecnologia inclui o RefCam, com estudo sobre a linha do gol, ainda sem implementação imediata.

A iniciativa representa um movimento de modernização da arbitragem nacional, buscando maior profissionalização, padronização de critérios e maior transparência tecnológica, alinhando-se a referências internacionais.

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