- Botafogo estreia no Campeonato Brasileiro contra o Cruzeiro no Estádio Nilton Santos, com a possibilidade de mudança na gestão da SAF e afastamento de John Textor.
- Textor deixou de ser visto como herói para parte da torcida e da associação, por promessas não cumpridas, dívidas e um transfer ban relacionado à contratação de Thiago Almada; dívida total da SAF chega a R$ 1,5 bilhão.
- Lideranças da associação discutem recorrer à Justiça para a Recuperação Judicial da SAF, medida que depende do possível afastamento de Textor, mantido no cargo por liminar de outubro de 2025.
- A derrubada da liminar depende da Eagle Football Holdings (Eagle) e da Ares, com proposta de gestão compartilhada pela entrada da Ares; a associação tem golden share que permite veto em certas operações.
- Em janeiro de 2026, Textor foi afastado da gestão da Eagle pela Ares; houve ações legais entre a SAF e a Eagle, além de pichação no centro de treinamento do Botafogo em 22 de janeiro de 2026 criticando Textor.
O Botafogo vive novo embate entre a gestão da SAF e o investidor John Textor. Em 29 de janeiro, dia de estreia no Campeonato Brasileiro contra o Cruzeiro, no Nilton Santos, surge a possibilidade de afastar Textor da administração da SAF. A controvérsia envolve dívidas, pendências financeiras e a governança do clube.
Liderada pelo próprio Textor, a SAF acumula dívidas relevantes e responde a um transfer ban imposto pelo não pagamento ao Atlanta United pela contratação de Thiago Almada. O clube cita empréstimos com altas taxas para cobrir o débito, sob a supervisão de investidores.
Ao lado de Textor, Thairo Arruda, ex-CEO, tem enfrentado resistência interna por recusar empréstimo de fundo com juros elevados. A tensão interna ganhou contornos públicos e motivou discussões sobre a necessidade de mudanças na gestão.
A gestão do Botafogo afirma que a dívida total da SAF chega a aproximadamente R$ 1,5 bilhão, incluindo passivos antigos. A União entre associados aponta que a recuperação judicial seria necessária para reorganizar o grupo financeiro, sem inviabilizar a empresa.
Controvérsias e desdobramentos
Lideranças da associação defendem a derrubada da liminar que sustenta Textor no cargo, sob a alegação de que isso depende da Eagle e da Ares, acionistas da Eagle. A anulação da liminar, porém, depende de decisões judiciais e de movimentos estratégicos entre as partes.
A associação utiliza cláusulas especiais de golden share para veto em operações relevantes, monitorando ações da SAF. Mesmo com 10% de participação, a associação busca influenciar decisões que impactem o patrimônio do clube.
Novo cenário em 2026
Em janeiro de 2026, o Botafogo pediu ao TJ-RJ que mantenha decisão de comunicação de atos financeiros à associação. A medida visa acompanhar venda de ativos e outras movimentações, ampliando a fiscalização sobre Textor.
No fim de janeiro, a Ares intermediou a demissão de Textor da gestão da Eagle e do Conselho da Eagle Holding, acentuando o afastamento do investidor. A decisão ocorreu após divergências sobre novos aportes e governança.
Expectativas futuras
Fontes próximas ao clube indicam que há pressão para um acordo onde a Eagle, através da Ares, amplie a participação e conduza a gestão de forma compartilhada. A hipótese envolve conversão de parte da dívida em ações do Botafogo, com reequilíbrio de curto prazo.
O Botafogo continua assessorado por assessorias jurídicas e pela Assembleia do clube para avaliar caminhos institucionais. A direção não divulgou pronunciamentos oficiais sobre o andamento do processo.
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