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Corinthians pode perder mais de R$ 220 milhões com aluguel de estádio

Corinthians pode ter de pagar R$ 228 milhões à prefeitura de São Paulo por aluguel de áreas públicas da Fazendinha, em disputa desde 1991

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  • O Corinthians pode ter de pagar cerca de R$ 228,5 milhões à prefeitura de São Paulo por 28 anos de aluguel de áreas públicas utilizadas pelo clube na Fazendinha, no Parque São Jorge.
  • O valor aparece em planilhas anexadas ao Regime de Centralização de Execuções (RCE), classificadas como “perda provável” pelo clube.
  • A ação discute a nulidade da permissão de uso do imóvel; em abril de 2019, o juiz cancelou decreto de 1991 que isentava o clube de pagar aluguel e determinou indenização ao Município pelos prejuízos.
  • O julgamento acolheu a nulidade do decreto e fixou a indenização correspondente aos aluguéis entre 9 de agosto de 1991 e a desocupação, com valor a ser apurado em liquidação por arbitramento; o clube estima o montante em cerca de R$ 228 milhões.
  • Em nota à ESPN, o Corinthians explicou que os valores do RCE referem-se a estimativas auditadas de contingências e que não representam débito imediato, apenas prognósticos processuais sujeitos a confirmação futura.

O Corinthians pode ter que pagar cerca de R$ 228 milhões à prefeitura de São Paulo por 28 anos de aluguel de áreas públicas usadas pela equipe no Parque São Jorge, na zona leste. O valor consta em planilhas anexadas ao Regime de Centralização de Execuções (RCE) como “perda provável”.

O processo discute a nulidade da permissão de uso do imóvel da Fazendinha. Em 5 de abril de 2019, o juiz Josué Vilela Pimentel cancelou decreto de 1991 que eximia o clube do aluguel, condenando o clube a indenizar o município pelos prejuízos. A decisão abrange aluguéis de 1991 até a desocupação.

O Corinthians sustenta que o montante não representa dívida imediata, e sim estimativas auditadas de contingência, listadas no RCE para planejamento financeiro. O clube afirma que números refletem previsões processuais sujeitas a confirmação futura.

Entenda o que está em jogo

A decisão judicial declarou a nulidade do decreto e determinou indenização correspondente aos aluguéis, com liquidação a ser apurada. O valor final depende do andamento do processo e de eventual acordo entre as partes.

O clube informou em nota à ESPN que as informações são estimativas registradas conforme a lei, não dívidas líquidas. Segundo o Corinthians, o RCE serve para garantir ordem, cronograma e segurança jurídica ao pagamento de obrigações, sem comprometer a operação.

A administração destaca que o RCE é um instrumento de governança, com números auditados internamente. A disponibilidade de dados visa transparência e cumprimento de normas, sem indicar obrigação imediata de pagamento.

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