- Edilson Pereira de Carvalho, pivô da Máfia do Apito, foi banido do futebol por manipular resultados em 2005; 11 jogos disputados no Brasileirão daquele ano foram anulados pela Confederação Brasileira de Futebol.
- Em entrevista no YouTube, ele disse que a carreira, o casamento e o relacionamento com a filha terminaram após o escândalo, além de afirmar que chegou a tentar suicídio três vezes.
- O ex-árbitro confessou ter recebido entre 10 mil e 15 mil reais por jogo de um grupo de empresários para fraudar resultados e favorecer apostas.
- Ele relembrou a prisão temporária de setembro de 2005 e o encontro com o ex-prefeito Paulo Maluf, na Polícia Federal, na Barra Funda, em São Paulo.
- Minimizando a própria vida, Edilson afirmou viver uma “pena perpétua” e disse que vive vergonha pelo que fez, com dificuldades para conseguir empregos.
Edilson Pereira de Carvalho, ex-árbitro responsável pela máfia do apito, vive hoje o suficiente para definir como uma pena perpétua. Em entrevista publicada no canal de Cosme Rimoli no YouTube, ele abriu o jogo sobre o impacto do escândalo que abalou o futebol brasileiro em 2005.
O escândalo levou à anulação de 11 jogos apitados por Edilson no Campeonato Brasileiro de 2005 pela CBF. O árbitro afirmou que recebeu entre 10 mil e 15 mil reais por jogo para favorecer apostas, envolvendo um grupo de empresários de São Paulo e Piracicaba.
Em setembro de 2005, Edilson foi preso temporariamente por cinco dias. Na entrevista, ele relembrou a passagem pela Polícia Federal e o choque ao encontrar o ex-prefeito Paulo Maluf em uma cela da Barra Funda, em São Paulo, destacando o alívio do político diante da situação.
Segundo o ex-árbitro, o escândalo teve consequências pessoais graves: ele teria tentado suicídio três a quatro vezes diante da descoberta das irregularidades, e disse ter visto a carreira, o casamento e o relacionamento com a filha ruírem. Edilson afirmou ainda enfrentar ostracismo profissional, com dificuldade de conseguir empregos no futebol.
A história também aborda os impactos pessoais e familiares. O ex-árbitro relatou que a filha não fala mais com ele e que o relacionamento conjugal ficou abalado, além de mencionar o peso da vergonha pública para ele, para a família e para o esporte nacional.
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