- Marcos atuou pelo Palmeiras entre 1992 e 2011, totalizando 533 jogos, 257 vitórias, 146 empates e 130 derrotas, em 20 temporadas.
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- A Libertadores de 1999 é o ápice da carreira, com destaques em pênaltis contra Corinthians, River Plate e Deportivo Cali; foi eleito melhor jogador e revelação da competição.
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- É recordista de pênaltis defendidos na Libertadores, com 11; defesas de pênalti na carreira somam pelo menos 33.
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- Pela Seleção Brasileira, fez 29 jogos, sendo titular em sete da Copa do Mundo de 2002; também tem títulos como Copa América de 1999 e Copa das Confederações de 2005.
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- Marcos encerrou a carreira no Palmeiras em 18 de setembro de 2011, deixando um legado de liderança, identificação com a torcida e fases decisivas para o clube.
Marcos Roberto Silveira Reis ocupa um lugar singular na história do Palmeiras e do futebol brasileiro. Apelidado de São Marcos por defesas consideradas milagrosas, ele consolidou-se como símbolo de liderança, autenticidade e decisões decisivas em jogos de alto peso emocional.
A trajetória do goleiro no Palmeiras se estende de 1992 a 2011, atravessando ciclos de títulos, campanhas continentais marcadas por pênaltis e períodos de instabilidade. Em todas as fases, Marcos foi referência de desempenho e de identificação com a torcida.
Ao longo de 20 temporadas, ele atuou em diferentes elos do elenco, sob várias formações e treinadores, mantendo regularidade em alto nível e consolidando uma ligação emocional com a torcida.
Jogos e números de Marcos pelo Palmeiras
- Jogos pelo Palmeiras: 533
- Vitórias: 257
- Empates: 146
- Derrotas: 130
A longevidade ficou marcada pela presença como titular em momentos de grande exigência, especialmente em partidas de mata-matas.
Da base à titularidade
Marcos chegou vindo do Lençoense e estreou pelo Palmeiras em 16 de maio de 1992, em amistoso. A passagem pela base foi marcada por título estadual de juniores e pela alternância com o então titular Velloso.
A virada ocorreu em 1999, quando uma lesão de Velloso abriu espaço para Marcos na Libertadores, iniciando uma fase decisiva da carreira.
1999: Libertadores, pênaltis e auge
A campanha de 1999 consolidou Marcos como goleiro decisivo em jogos de alta tensão. Nas quartas, defesas decisivas e, na volta, vitória nos pênaltis ante o Corinthians.
Na semifinal contra o River Plate, ele manteve o jogo vivo na Argentina e permitiu a virada no duelo de volta. Na final, o Palmeiras levou o título nos pênaltis, com Marcos no papel central.
- Ele foi eleito o melhor jogador da Libertadores de 1999.
- Também ficou reconhecido como revelação da competição.
Especialista em pênaltis e recordes
- Pênaltis defendidos na Libertadores: 11 (recorde)
- Defesas de pênalti na carreira: pelo menos 33
Entre 1999 e 2001, o goleiro ajudou o Palmeiras a avançar em várias fases da competição continental, com destaque para as cobranças decisivas contra adversários tradicionais.
Seleção Brasileira e Copa do Mundo 2002
Marcos somou 29 jogos pela Seleção Brasileira e atuou em 7 partidas como titular na Copa do Mundo de 2002, no Japão e Coreia do Sul, consolidando-se como goleiro de grande presença em partidas de alto rendimento.
Além disso, foi campeão da Copa América de 1999 e da Copa das Confederações de 2005 com o Brasil, ampliando o alcance internacional de sua carreira.
Principais títulos com o Palmeiras
- Libertadores da América: 1999
- Copa do Brasil: 1998
- Campeonato Brasileiro: 1993, 1994
- Campeonato Paulista: 1993, 1994, 1996, 2008
- Torneio Rio–São Paulo: 1993, 2000
- Copa Mercosul: 1998
- Copa dos Campeões: 2000
- Campeonato Brasileiro da Série B: 2003
A Libertadores de 1999 permanece como símbolo máximo, tanto pelo ineditismo do título quanto pela atuação decisiva de Marcos nas fases finais.
Despedida e legado
Marcos encerrou a carreira no Palmeiras em 18 de setembro de 2011, em empate com o Avaí. O fim de um ciclo de 20 anos reforçou o conceito de um goleiro decisivo e de forte vínculo com a torcida.
Seu legado vai além dos troféus: é o exemplo de um atleta que decidiu campanhas, assumiu responsabilidades em momentos críticos e manteve uma relação direta com o torcedor, transformando atuações em memória coletiva.
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