- Benfica x Real Madrid, pelas oitavas da Champions, teve a ativação do protocolo antirracista após Vinicius Junior acusar insulto racista ao árbitro.
- O árbitro Benoît Bastien acionou o protocolo, conforme orientação da Fifa, e o jogo foi paralisado por dez minutos.
- Telões do estádio exibiram mensagem contra o racismo durante a pausa.
- O protocolo prevê suspensão temporária ou término da partida caso o racismo persista; no caso, não houve continuidade desse cenário.
- Como referência, no Mundial de Clubes, o Real Madrid enfrentou o Pachuca e o árbitro Ramon Abatti também acionou o protocolo antirracista.
O jogo entre Benfica e Real Madrid, válido pelos playoffs de oitavas da Champions League, foi interrompido após o lançamento do protocolo antirracista. O fato ocorreu nesta terça-feira, na conta de uma acusação de racismo envolvendo Vinicius Jr.
Vinicius Jr. afirmou ter ouvido uma ofensa racista supostamente proferida pelo jogador Gianluca Prestianni. A denúncia desencadeou a ativação do protocolo, sob orientação da Fifa, levando à paralisação da partida por 10 minutos.
O árbitro Benoît Bastien acionou o protocolo após o relato do atacante espanhol. Telões do estádio exibiram mensagem de combate ao racismo durante a pausa, e o andamento do confronto seguiu assim que a intervenção terminou.
Como funciona o protocolo antirracista
O processo começa com o árbitro sinalizando o ocorrido formando um “X” com os braços junto ao campo. Em seguida, a partida é pausada para avaliação.
Caso necessário, os telões exibem mensagens contra o racismo para alertar torcedores. Se o racismo persistir, a direção da partida pode suspender o jogo temporariamente e, em casos extremos, encerrar a partida.
O protocolo é utilizado globalmente, com orientações da FIFA, para evitar incidentes de discriminação durante a competição. Em 2023, outro episódio semelhante ocorreu em jogo entre Real Madrid e Pachuca, no Mundial de Clubes.
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