- A Federação Paulista de Futebol repudiou, na noite de sábado, as falas machistas do zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, após a eliminação para o São Paulo nas quartas do Campeonato Paulista.
- A entidade classificou a declaração como primitiva, machista, preconceituosa e misógina, incompatível com os valores do futebol.
- A FPF ressaltou que conta com 36 árbitras em seu quadro e trabalha para ampliar esse número.
- A federação vai encaminhar as declarações à Justiça Desportiva para que sejam tomadas as providências cabíveis.
- Gustavo Marques pediu desculpas a todas as mulheres e afirmou ter ido ao vestiário se desculpar pessoalmente com Daiane Muniz.
A Federação Paulista de Futebol repudiou, neste sábado, a fala machista do zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, sobre a árbitra Daiane Muniz. A manifestação ocorreu após a derrota para o São Paulo, pelas quartas de final do Paulistão.
A FPF afirmou que a declaração reflete uma visão primitiva, machista e misógina, incompatível com os valores do futebol. A entidade destacou possuir 36 árbitras em seu quadro e afirmou que busca aumentar esse contingente.
A Federação informou que encaminhará as declarações para a Justiça Desportiva, para que sejam tomadas as providências cabíveis. A divulgação aconteceu por meio de comunicado publicado nas redes sociais.
Falas machistas após a eliminação
Após o jogo, Marques criticou a árbitra e citou a presença de uma mulher na arbitragem em tom depreciativo. O jogador disse que o torneio não deveria ter uma mulher apitando jogos de grande porte. Ele também afirmou que considerava injusta a atuação da árbitra.
Ainda na zona mista, o zagueiro pediu desculpas a todas as mulheres e afirmou ter ido ao vestiário se desculpar pessoalmente com Daiane Muniz. A declaração gerou repúdio e foi tema de cobertura de veículos da imprensa esportiva.
A FPF reiterou o orgulho de contar com árbitras e assistentes no quadro e reforçou o apoio a Daiane Muniz. Em nota oficial, a entidade ressaltou o compromisso com um ambiente seguro e justo para todas as mulheres no futebol.
A nota da FPF será encaminhada à Justiça Desportiva para as medidas cabíveis. A Federação também enfatizou que seguirá atuando para ampliar a participação feminina no esporte.
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