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Stabile acusa Tuma de ameaça no Corinthians durante votação

Conflito entre Osmar Stabile e Romeu Tuma Júnior interrompe votação do estatuto no Corinthians, com acusações de intimidação e interferência entre órgãos do clube

Romeu Tuma Júnior e Osmar Stabile
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  • A votação da reforma do estatuto do Corinthians, marcada para segunda-feira, terminou sem decisão após troca de acusações entre Osmar Stabile, presidente da Diretoria, e Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo.
  • O conflito teve início na sexta-feira, quando Stabile afirmou ter sido ameaçado por Tuma durante um jantar no Parque São Jorge, com a frase “Ou faz o que eu quero ou eu vou te f…”.
  • Na sessão de segunda, Stabile levou o episódio ao plenário; a reunião foi suspensa por cerca de dez minutos e encerrada sem votar a reforma, que seguirá para a Assembleia Geral dos Associados.
  • Tuma negou ter proferido a suposta ameaça, dizendo ter alertado sobre questões envolvendo um associado e que vai apresentar as provas na Comissão de Ética e à polícia, caso necessário.
  • Entre outros pontos, Stabile disse não ser contrário à reforma, desde que votada gradualmente conforme sugestões do Cori; também negou ter contratado Aldair Borges, citado como alguém que teria facilitado a entrada de membros em setores internos.

Em meio a uma votação prevista para a reforma do estatuto, o ambiente no Parque São Jorge ficou tenso na noite de segunda-feira, 9. O confronto entre Osmar Stabile, presidente da Diretoria, e Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho, ganhou destaque na agenda do clube.

A confusão começou a esboçar-se na semana anterior, quando Stabile afirma ter sido ameaçado durante um incidente entre Tuma e um associado. O episódio tería ocorrido na sexta, 7, em uma mesa separada do jantar no estádio.

Na reunião do Conselho Deliberativo, que discutia o estatuto, Tuma abriu a sessão, e logo após Stabile pediu a palavra para trazer o assunto do dia à tona. O ambiente acabou se deteriorando diante de cerca de 160 conselheiros.

Conflito no Parque São Jorge

Stabile nega que haja movido ações para inviabilizar a votação e afirma ter exposto o episódio para esclarecer a intervenção de diferentes órgãos do clube. O presidente diz apoiar mudanças do estatuto, mas defende um processo mais gradual.

Tuma, por sua vez, sustenta que houve apenas um alerta de que oficiais do clube poderiam responder por certos atos, sem indicar qualquer ameaça. O dirigente também nega ter vazado informações a imprensa sobre contratações de seguranças.

O episódio levou à suspensão da sessão por cerca de 10 minutos, e a votação do estatuto acabou não ocorrendo. A reforma será levada à Assembleia Geral dos Associados, sem despacho na noite de segunda.

Desdobramentos e posições

Segundo Tuma, há provas de que Aldair Borges voltou a prestar serviços ao clube, embora ele afirme que o retorno não ocorreu. O tema envolve também a segurança de áreas internas do Parque São Jorge.

Stabile afirma que não se opõe à reforma, mas defende votação gradual apontada por órgãos consultivos do clube. Ele reforça que o funcionamento do estatuto precisa priorizar pontos sensíveis.

A relação entre as partes, conforme apurado, vinha sendo cordial antes do conflito, com trocas de mensagens. Fontes próximas ao clube indicam que o comportamento de Tuma, especialmente em contrariedade, gerava desconforto entre membros.

Ambas as partes afirmam que irão resolver as acusações conforme os ritos internos e, quando necessário, por vias legais. O caso segue sem conclusão em termos oficiais do clube.

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