- A CBF reuniu clubes das Séries A e B no Rio, na segunda-feira (6), para apresentar a proposta de criação de uma liga que poderia existir de forma efetiva em 2030, com o Brasileirão sob gestão da liga.
- Em uma liga, os clubes seriam os “proprietários” da competição e negociariam direitos comerciais e de transmissão diretamente, aumentando o protagonismo financeiro das agremiações.
- O modelo atual, com forte atuação da CBF, diverge do funcionamento de ligas, o que gerou críticas sobre a possibilidade de transformar a liga em um balcão de negócios.
- Até hoje, clubes brasileiros formaram dois grupos, Libra e FFU, que negociaram direitos de transmissão de maneiras distintas, sem configurar uma liga unificada.
- A discussão futura, ao longo de três anos, envolve qual nível de participação da CBF na liga; o cenário mais provável é a CBF ter um assento na gestão, mantendo participação institucional.
A reunião promovida pela CBF reuniu clubes das Séries A e B no Rio de Janeiro na segunda-feira, 6. O encontro discutiu a proposta de criação de uma liga para o Brasileirão, com a previsão de implantação efetiva em 2030. O objetivo é que a competição passe a ser gerida pela liga, com participação maior dos clubes.
A ideia básica é transferir o protagonismo e os direitos comerciais e de transmissão para as equipes. Assim, as agremiações passariam a negociar diretamente os contratos, em vez de depender apenas da Confederação. A CBF participa como representante do futebol nacional.
Entre os participantes, dirigentes e representantes de federações ouviram a explicação da proposta apresentada pela CBF. O debate alcançou os pilares de governança, participação e distribuição de renda, com foco no modelo que mais se aproxima das ligas internacionais.
A controvérsia central envolve o papel da CBF na liga. Samir Xaud, desde a posse na gestão da confederação, tem defendido a criação, mas assegurando que a entidade permaneça envolvida. A discussão deverá se estender pelos próximos três anos.
Há duas formas comuns de organização de ligas nacionais. Em uma, a associação tem apenas aval; na outra, ela participa ativamente com assento e poderes. O modelo brasileiro ainda não está definido, mas a tendência aponta para uma participação institucional da CBF na governança da liga.
A cisão entre Libra e FFU, que separou clubes em dois grupos, é apontada como fator histórico para a construção de uma liga. A situação atual mostra que, até hoje, os acordos ficaram restritos a negociações de direitos, sem uma liga única em funcionamento.
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