- Leicester City foi rebaixado à EFL League One após empate por 2 a 2 com o Hull City, em 21 de abril, sujeitando-se a deduções de seis pontos por descumprimento do Fair Play Financeiro.
- O Sheffield Wednesday também caiu de forma histórica, tornando-se o time mais cedo a ser rebaixado na Premier League na atual temporada.
- Sanções por violação de regras de sustentabilidade financeira não são incomuns na Europa, com o Everton já punido na edição 23-24 e a Juventus enfrentando punições semelhantes.
- No Brasil, o debate sobre o novo Fair Play Financeiro da CBF ganha destaque, com transição em curso de 2026 a 2030 e poucas equipes da Série A já aprovadas nos critérios.
- Especialistas indicam que o modelo deve ampliar sanções — incluindo advertência, multa, dedução de pontos e rebaixamento — para assegurar equilíbrio financeiro no futebol nacional.
O fim da temporada inglesa trouxe um choque: o Leicester City foi rebaixado para a EFL League One após empate em 2 a 2 com o Hull City, no dia 21 de abril. A punição ocorreu por descumprimento das regras de lucro e sustentabilidade do Fair Play Financeiro (FPF).
O Sheffield Wednesday também teve queda histórica, tornando-se o time com o rebaixamento mais cedo na Premier League: 13 rodadas antes do fim. Sanções por violações do FPF não são incomuns na Europa, como também ocorreu com o Everton na temporada 23-24, que perdeu 10 pontos por questões de rentabilidade.
A Juventus viveu episódio semelhante na Itália entre 2022 e 2023, com dedução de pontos e desclassificação de competições europeias em sequência. No Brasil, casos desse tipo são raros, com o Cruzeiro tendo um caso emblemático em 2020, envolvendo dívida com o Al-Wahda e início da Série B com seis pontos a menos.
O alerta para o Brasil chega em meio ao novo Fair Play Financeiro da CBF, que sinaliza maior rigor nas punições. A medida está sendo implementada em fases, com transição até 2030. Em 2025, apenas três clubes da Série A teriam atendido aos critérios regulatórios, segundo dados de então.
Período de transição do Fair Play no Brasil
O modelo da CBF entra em vigor de forma gradual desde janeiro de 2026, com um regime de transição até 2030. A ideia é testar o funcionamento e ajustar regras antes da aplicação plena. A novidade envolve quatro pilares: controle de dívidas, equilíbrio financeiro na operação, gestão de custos com o elenco e controle de dívidas de curto prazo.
Caso haja descumprimento, o clube pode sofrer advertência pública, multa, retenção de receitas, transferência e dedução de pontos, rebaixamento ou cassação de licença.Especialistas veem o regime como ferramenta para evitar crises financeiras no futebol brasileiro.
Segundo o presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, o Fair Play pode reduzir instabilidades provocadas pela inflação salarial. A avaliação é de que a aplicação efetiva trará benefícios a médio prazo, fortalecendo a sustentabilidade das equipes. Outros dirigentes destacam a necessidade de fiscalização rigorosa para que os resultados apareçam.
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