- O Corinthians foi condenado pela segunda instância a pagar danos morais, indenização por danos materiais e pensão a Kauê Moreira de Souza, ex-jogador das categorias de base.
- A pensão mensal passou a ser de R$ 1.800, com duração até que o atleta complete 75 anos de idade, mantendo o vínculo com uma base de remuneração de R$ 12 mil em 2021.
- A condenação inclui indenização por danos materiais de 12 meses de salário, totalizando R$ 144 mil, devido à ausência de contratação do seguro obrigatório.
- Os danos morais foram elevados de R$ 50 mil para R$ 200 mil.
- No conjunto, o valor total da condenação ficou próximo de R$ 2,5 milhões, segundo o advogado do ex-jogador, Filipe Rino.
O Corinthians perdeu em segunda instância o processo movido pelo ex-jogador Kauê Moreira de Souza, de 25 anos, na Justiça do Trabalho. A 8ª Turma do TRT-2 manteve a condenação por danos morais e pensão mensal ao atleta, estendendo o benefício até ele completar 75 anos.
A pensão ficou fixada em 15% da remuneração de R$ 12 mil recebida em 2021, resultando em parcelas de R$ 1.800 mensais. A duração do benefício passou de até 35 anos para até os 75 anos de idade do jogador.
A condenação também inclui indenização por danos materiais equivalente a 12 meses de salário, totalizando R$ 144 mil, pela ausência de contratação de seguro obrigatório. A indenização por danos morais subiu de R$ 50 mil para R$ 200 mil. Ao todo, as partes estimam somar cerca de R$ 2,5 milhões.
Kauê Moreira de Souza no Corinthians
Kauê integrou as categorias de base do clube entre 2019 e 2024, vindo de São Paulo e São Bernardo. O meio-campista teve seis renovações, majoritariamente por lesões, principalmente do tendão patelar direito em 2021, sem cirurgia na época.
Após breve empréstimo ao Marcílio Dias, Kauê retornou ao Corinthians. Em 2022, exames indicaram necessidade de cirurgia de urgência, mas a intervenção não ocorreu na época. Tratamentos seguiram com infiltrações e fisioterapia até 2024, quando não teve contrato renovado.
Contexto do caso
Segundo o advogado do ex-jogador, houve alterações nos critérios de indenização entre a primeira instância e a segunda, com redução do valor da pensão, porém ampliação do período de pagamento. A defesa sustenta que o acidente de trabalho inviabilizou a continuidade da carreira.
Entre na conversa da comunidade