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Estudo da USP aponta queda de impedimentos com o VAR

Estudo da USP mostra queda de impedimentos com o VAR, de 3,20 para 2,81 por jogo, mas tempo de partida sobe de 96,28 para 98,81 minutos

Imagem da linha de impedimento com o VAR semiautomático
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  • Estudo da USP com 3.420 jogos mostrou queda no impedimento de 3,20 para 2,81 por jogo após o VAR, aumentando a precisão das decisões.
  • Tempo total de jogo aumentou, indo de 96,28 para 98,81 minutos; o primeiro tempo saiu de 47,17 para 48,23 minutos e o segundo, de 49,11 para 50,57 minutos.
  • Demais indicadores tiveram alterações mínimas: faltas de 30,46 para 29,22; cartões amarelos de 4,72 para 4,52; vermelhos estáveis de 0,22 para 0,23; gols de 2,29 para 2,34; pênaltis de 0,30 para 0,33.
  • Autores apontam que o VAR aumenta a precisão de decisões objetivas e o tempo efetivo, mas não modifica significativamente o comportamento estrutural do jogo.
  • CBF estabeleceu metas para 2026, com recrutamento de 72 profissionais e testes do impedimento semiautomático; IFAB estuda mudanças para a Copa de 2026.

O estudo da USP mostra que o VAR reduziu impedimentos e elevou o tempo de jogo. Conduzido pelo professor Bruno Bedo, da Escola de Educação Física e Esporte, analisou 3.420 partidas. O foco foi medir impactos da tecnologia na arbitragem.

A principal queda ocorreu nos impedimentos, que caíram de 3,20 para 2,81 por jogo após a adoção do VAR. Já o tempo total das partidas aumentou, com o primeiro tempo indo de 47,17 para 48,23 minutos e o segundo de 49,11 para 50,57.

No conjunto, o tempo total passou de 96,28 para 98,81 minutos por jogo. Faltas recuaram de 30,46 para 29,22, e cartões amarelos de 4,72 para 4,52. Vermelhos se mantiveram estáveis, entre 0,22 e 0,23. Os gols tiveram leve alta, de 2,29 para 2,34.

As variações mostram que o VAR aumenta a precisão de decisões objetivas, sem alterar drasticamente o comportamento estrutural do jogo. A pesquisa ressalta, porém, que o tempo de interrupção influencia a experiência do torcedor.

Nos primeiros 14 jogos do Brasileirão de 2026, as revisões foram frequentes e, muitas vezes, alteram a marcação inicial. A tecnologia, ainda assim, prolonga interrupções e afeta a emoção do torcedor, que precisa aguardar para comemorar um gol.

A CBF está atenta a esses efeitos. Em 2026, a entidade definiu metas para maior agilidade, padronização e profissionalização da arbitragem. Entre as medidas, houve reposicionamento da área de revisão para reduzir vazamentos de áudio.

Além disso, a CBF avançou na profissionalização: 72 profissionais assinaram contratos, com 20 árbitros, 40 assistentes e 12 árbitros de vídeo. Também houve testes do impedimento semiautomático em estádios da Série A, com o clássico Fluminense x Botafogo no Maracanã, em fevereiro.

A IFAB, órgão regulador, avalia mudanças para a Copa do Mundo de 2026, nos EUA, México e Canadá. Entre as propostas estão revisões ampliadas do VAR para escanteios e tiros de meta e a possibilidade de revisar expulsões por segundo cartão amarelo.

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