- Flamengo divulgou nota criticando a manutenção do calendário do Brasileirão às vésperas da Copa do Mundo, alegando que muitos jogadores serão cedidos.
- O clube pediu o adiamento do jogo contra o Coritiba, marcado para o dia 30, por desfalques de atletas.
- A Confederação Brasileira de Futebol informou que não fará mudanças na tabela.
- A nota aponta desequilíbrio e afirma que times podem ser prejudicados quando atletas vão às seleções nacionais; cita comparação com a UEFA.
- O Flamengo defende a necessidade de evolução do calendário e a criação de uma liga organizada no Brasil, com participação da CBF, para tratar o tema.
O Flamengo publicou uma nota nesta sábado para questionar a continuidade do calendário do Brasileirão frente à parada para a Copa do Mundo. A equipe queria adiar o jogo contra o Coritiba, marcado para o dia 30, por causa da convocação de jogadores para a competição.
A crítica aponta que manter a partida desfavorece equipes com mais atletas cedidos. A nota cita que o campeonato de pontos corridos perde isonomia quando jogadores ficam fora por motivos de seleção, gerando desequilíbrio entre Flamengo e adversários.
A CBF já informou que não fará mudanças na tabela, o que motivou a reação do clube. O Flamengo afirma reconhecer avanços do calendário, mas aponta conflito de interesses entre a própria entidade e a Seleção Brasileira.
Contexto do calendário e mudanças desejadas
A entidade é responsável tanto pela seleção quanto pelo campeonato nacional, o que, segundo o clube, prejudica clubes em rodadas com vários desfalques. O Flamengo compara a situação com a UEFA, que buscou soluções para liberar estrelas em finais de competição.
A nota ressalta que o torcedor é quem perde com o desenrolar de jogos sem os principais atletas, afetando qualidade do espetáculo e o valor do produto. A liga brasileira é apontada como necessária para evoluir o modelo de competição.
Impactos e próximos passos
Historicamente, medidas paliativas não acompanham a evolução do futebol brasileiro, segundo o Flamengo. O clube cita casos de viagens rápidas entre continente e Brasil, com atletas em campo pouco tempo após deslocamento.
O texto conclui que há urgência na criação de uma liga organizada no Brasil, com participação da CBF, mas liderada pelas agremiações. O objetivo é alinhar calendário aos interesses de clubes, atletas, torcedores e investidores.
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