- A bola oficial da Copa do Mundo de 2026 é a Trionda, com quatro gomos pela primeira vez, e traz cores que homenageiam Canadá, Estados Unidos e México.
- Pesquisadores testaram a aerodinâmica em túnel de vento, medindo arrasto, forças laterais e de sustentação para entender o voo da bola em situações de jogo.
- A Trionda é mais rugosa que as antecessoras e atinge o ponto crítico de arrasto a cerca de 43 km/h, o que pode reduzir o alcance de passes longos em relação a outras bolas.
- A bola traz tecnologia de bola conectada para auxiliar arbitragem, com o sensor posicionado em uma camada interna de um gomo e compartilhando dados com o VAR.
- Os testes indicam que a Trionda não deve promover voo confuso, mas podem existir efeitos sutis não cobertos pelos experimentos, como variações de rotação e condições de jogo.
A Copa do Mundo de 2026 terá uma bola diferente: a Trionda, criada pela Adidas, entra em campo com mudanças de design e aerodinâmica. Em jogo, pequenas variações podem alterar trajetórias, curvas e mergulhos.
A bola é destacada por ter apenas quatro gomos, o menor número já usado na competição. Costuras profundas e texturas finas podem influenciar o fluxo de ar ao redor do objeto, alterando o arrasto. Advogados do design afirmam que a tecnologia é uma evolução.
A Trionda foi apresentada pela FIFA e pela Adidas em 2025. As cores rojo, azul e verde representam Canadá, EUA e México, sedes do torneio. Pela primeira vez, partidas usarão uma bola com quatro gomos.
A evolução das bolas de futebol
Teste realizado em túnel de vento mostrou como o arrasto varia com a geometria da bola. Em Tsukuba, o coeficiente de arrasto foi medido para entender a trajetória em voo após o chute. Dados ajudam a prever trajetórias em campo.
Os resultados indicam que a Trionda é mais rugosa que as antecessoras, atingindo o ponto crítico de arrasto em velocidades próximas de 43 km/h. Isso fica abaixo de faixas observadas em modelos anteriores, entre 50 e 97 km/h, dependendo da orientação.
Essa mudança importa porque pequenas variações de velocidade, giro ou ângulo podem deslocar a bola entre regimes aerodinâmicos diferentes. A Jabulani, de 2010, ficou famosa por desvio imprevisível em velocidades críticas.
O que as medições mostram
Os testes com a Trionda indicam um regime de arrasto mais estável nas velocidades comuns de cobrança de faltas e cantos. Porém, em altas velocidades, o arrasto tende a ser maior do que o observado na Brazuca, Telstar 18 e Al Rihla.
Isso sugere que passes longos com força podem perder alguns metros de alcance. As simulações consideraram bolas sem giro, o que não cobre todas as situações de jogo, como chutes com efeito. Fatores como altitude e clima também influenciam.
A equipe pesquisou quatro bolas antecessoras da Trionda para comparação: Al Rihla (2022), Telstar 18 (2018), Brazuca (2014) e Jabulani (2010). As diferenças entre os modelos ajudam a entender o comportamento em campo.
O grande teste ainda está por vir
Além dos gomos, a Trionda traz tecnologia de bola conectada para auxiliar decisões de impedimento, com integração ao VAR. O chip fica em uma camada interna de um gomo, com pesos nos demais.
Essa arquitetura facilita o envio de dados para o sistema semiautomatizado de impedimento. A mudança visa tornar as decisões mais precisas, sem depender de leitura de voo únicos.
Os resultados dos ensaios sugerem que o voo da Trionda não apresentará comportamentos erráticos em situações típicas. Ainda assim, nuances de desempenho podem exigir ajustes de estratégia de jogo.
Pesquisas continuam, combinando laboratório e observação de campo. A cada edição, o design da bola permite novas perguntas sobre como a física se traduz em movimento real em campo.
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