- A Copa do Mundo de 2026 começou com clima de celebração, com vitórias de México e Estados Unidos e empate do Canadá, e poucos relatos de problemas graves.
- Assentos vazios em Catar versus Suíça e em Guadalajara, após a vitória da Coreia do Sul sobre a República Tcheca, alimentaram preocupações sobre o impacto do preço dos ingressos.
- A presença de torcedores nos EUA foi afetada pelo medo de imigração, com manifestações em Los Angeles de torcedores mexicanos-americanos que se limitaram a participar de festas e eventos públicos.
- A organização ampliou de 32 para 48 equipes, acrescentando quarenta jogos; críticos dizem que isso dilui o nível, mas aumenta a receita da competição.
- Os preços altos de ingressos e de viagens foram tema de debate, com exemplos de torcedores que desembolsaram valores elevados para acompanhar a Copa, mesmo diante da percepção de custo elevado.
O clima de celebração marcou os primeiros dias da Copa do Mundo de 2026, realizada em três países. O torneio começou com boa atuação das equipes anfitriãs, México, Estados Unidos e Canadá, e com uma atmosfera de entusiasmo nas torcidas. A abertura teve vitória do México por 2 a 0 sobre a África do Sul, em Cidade do México, criando otimismo entre os torcedores.
Relatos iniciais indicam poucos problemas graves. Em meio aos jogos, torcedores destacaram a união entre as torcidas, mesmo diante de chuva intensa na capital mexicana. Em Los Angeles, festa de observação com bandeiras mexicanas mostrou apoio ao evento. Ainda assim, a atmosfera foi marcada pelo equilíbrio entre expectativa e cautela.
Houve cenas de assentos vazios em alguns jogos, elevando a preocupação com a demanda diante de ingressos com preços elevados. Em Guadalajara, a partida entre Coreia do Sul e República Tcheca também apresentou setores vazios, sugerindo menor occupancy em alguns estádios.
Preços de ingressos e lotação
Na cidade de Nova York, torcedores paraguaios criaram pontos de encontro comunitários, em meio à ausência de jogos do país em casa. Restaurantes que promovem a culinária paraguaia funcionaram como espaços de encontro para acompanhar a Copa, reforçando a mobilização da diáspora.
O aumento de equipes para 48, com 40 partidas a mais, também foi tema de debate sobre receita e competitividade. Críticos apontam que a ampliação dilui o nível de competição, enquanto torcedores de seleções menos favoritas veem oportunidades de participação.
Entre relatos de torcedores, alguns não deixaram de viajar por compromissos com a seleção. Em Nova Jersey, muitos pagaram preços elevados para ver o Brasil contra o Marrocos, mesmo com relatos de ingressos caros em revendas. Ainda assim, houve caso de torcedor que se deslocou de trem até o MetLife e manteve o apoio à equipe.
A presença da torcida fora de casa também chamou atenção. Um torcedor marroquino que desembolsou cerca de 5 mil dólares para acompanhar a seleção nações vizinhas disse estar satisfeito em estar na Copa, apesar do custo. Outro grupo de fãs, vindo de Assunção, viajou a Toronto para ver o Canadá, em busca de sentir a atmosfera da competição.
Transporte e mobilização externa
Em termos de deslocamento, o trajeto entre Manhattan e o estádio MetLife foi feito por trem e traslado, com custos elevados relatados por torcedores. Ainda assim, muitos indicaram que a experiência de acompanhar a Copa, mesmo de longe, tem valor significativo para a participação da torcida.
Entre na conversa da comunidade