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Rio Open e Santiago buscam mudança de piso, mas Buenos Aires resiste à proposta

- A ATP excluiu o torneio ATP 250 de Córdoba, visando reduzir o calendário. - Clay Ténis Catalina critica a transformação de Dallas e Doha em ATP 500. - Mudança de superfície para cimento é sugerida para atrair mais jogadores. - Catalina destaca a paixão pelo tênis na América do Sul e a importância do público. - Desafios culturais e estruturais dificultam a mudança de piso na região.

Clay Ténis Catalina, ex-atleta de vôlei e mãe do tenista Nicolas Jarry, comentou sobre a exclusão do ATP 250 de Córdoba, na Argentina. Segundo ela, essa decisão, embora reduza a gira local, faz parte de um projeto da ATP para atender a um pedido antigo dos tenistas de diminuir o calendário. Catalina destacou que a […]

Clay Ténis Catalina, ex-atleta de vôlei e mãe do tenista Nicolas Jarry, comentou sobre a exclusão do ATP 250 de Córdoba, na Argentina. Segundo ela, essa decisão, embora reduza a gira local, faz parte de um projeto da ATP para atender a um pedido antigo dos tenistas de diminuir o calendário. Catalina destacou que a transformação de Dallas e Doha em ATP 500, programados para fevereiro, representa uma ameaça maior à gira sul-americana do que a exclusão de Córdoba. “Nos golpeia, porque no fim o tenista soma outra razão para optar por jogar em cimento antes de Indian Wells”, afirmou.

A diretora enfatizou a importância dos torneios em Buenos Aires, Rio e Santiago, ressaltando a necessidade de maior visibilidade e apoio da ATP à gira na América do Sul. Ela mencionou que a energia dos torcedores nos estádios é um diferencial que atrai jogadores, contrastando com eventos em outros países que não têm público. “O crescimento do Chile Open foi exponencial”, disse, comparando a primeira edição em 2020 com as expectativas para 2025. Catalina também revelou que o CEO da ATP, Andrea Gaudenzi, nunca esteve presente nos torneios da região, enquanto o vice-presidente, Eric Starelli, visitará os eventos este ano.

Filol explicou que, embora conheça muitos tenistas, as negociações para trazer estrelas são feitas principalmente com agentes. Ela observou que os torneios locais estão alinhados em termos de valores, mas enfrentam dificuldades devido aos ATPs 500 de Dubai e Acapulco, que ocorrem em superfícies rápidas. Sobre a mudança de piso, ela afirmou que, junto com o Rio Open, busca impulsionar essa alteração, embora Buenos Aires não tenha interesse em abandonar o saibro. “É uma mudança que tende a aprovar o conselho diretivo da ATP”, destacou.

Confrontada com a afirmação do diretor do Rio Open sobre a hipocrisia de alguns jogadores em relação ao saibro, Catalina concordou, reconhecendo o desafio que isso representa. Ela sugeriu à ATP a mudança de superfície para facilitar a atração de jogadores, mas ponderou sobre as implicações culturais dessa decisão. “A América do Sul vai querer mudar a cultura de anos de jogo no saibro?”, questionou, ressaltando a necessidade de preparar os juniores para jogar em cimento e melhorar o cenário do tênis na região.

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