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World Boxing pede desculpas após polêmica sobre teste de gênero de Imane Khelif

World Boxing se desculpa por citar Imane Khelif em anúncio de testes de gênero, enquanto sua participação em competições permanece vetada.

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A World Boxing pediu desculpas após mencionar a boxeadora Imane Khelif em um anúncio sobre testes de gênero obrigatórios para atletas acima de 18 anos. A campeã olímpica, que ganhou ouro nas Olimpíadas de Paris, teve sua participação em competições vetada até que se submeta a esses testes. O presidente da federação, Boris Van der Vorst, reconheceu que a privacidade de Khelif deveria ter sido respeitada. Os testes, que começam em julho, visam garantir a segurança e a igualdade nas competições, e envolvem um exame genético para determinar o sexo no nascimento. Se Khelif tiver cromossomos XY, só poderá competir na categoria masculina. A medida foi tomada após polêmicas sobre sua elegibilidade, incluindo ataques que ela sofreu durante os Jogos de Paris.

A World Boxing pediu desculpas após a campeã olímpica de boxe Imane Khelif ser mencionada em um anúncio sobre testes de gênero obrigatórios. A federação reconheceu que a privacidade da atleta deveria ter sido protegida. Khelif, medalhista de ouro nas Olimpíadas de Paris, teve sua participação no Box Cup de Eindhoven, na Holanda, entre cinco e dez de junho, vetada até que ela se submeta ao teste.

O presidente da World Boxing, Boris Van der Vorst, enviou uma carta à Federação Argelina de Boxe pedindo desculpas pela inclusão do nome de Khelif. Ele afirmou que a entidade deveria ter tomado mais cuidado com a privacidade da atleta. A nova política de testes genéticos de gênero, que entrará em vigor em primeiro de julho, visa garantir a segurança dos participantes e um nível competitivo igualitário entre homens e mulheres.

Os testes, que serão realizados por federações nacionais, afetarão atletas com mais de dezoito anos. O exame genético, que pode ser feito por meio de swab nasal, bucal, saliva ou sangue, buscará o gene SRY, indicando a presença do cromossomo Y. Caso detectado, a atleta só poderá competir na categoria masculina. Se não houver a presença do cromossomo Y, a participação na categoria feminina será permitida.

Khelif já enfrentou polêmicas em sua carreira, especialmente durante os Jogos de Paris, onde sua elegibilidade foi questionada. A Associação Internacional de Boxe (IBA), que não autorizou sua participação no Mundial de 2023, alegou que a atleta apresentava uma combinação de cromossomos XY. Apesar disso, o Comitê Olímpico Internacional (COI) permitiu sua participação nos Jogos.

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