- Alexander Zverev, número 3 do mundo, falou sobre sua solidão e falta de motivação após ser eliminado na primeira rodada de Wimbledon.
- O tenista de 28 anos considerou iniciar terapia pela primeira vez.
- Zverev comentou que, mesmo em vitórias, não sentia felicidade.
- Naomi Osaka, ex-número 1 do mundo, apoiou Zverev e destacou a seriedade da saúde mental no esporte.
- Outros tenistas, como Aryna Sabalenka e Emma Navarro, também discutiram a pressão mental que enfrentam.
A saúde mental no tênis ganhou destaque após o desabafo do tenista Alexander Zverev, número 3 do mundo. Após ser eliminado na primeira rodada de Wimbledon, Zverev revelou à imprensa sua luta interna, afirmando: “No geral, me sinto bastante sozinho na vida agora”. O atleta de 28 anos expressou a falta de felicidade fora das quadras e considerou a possibilidade de iniciar terapia.
Esses comentários surgem quatro anos após a ex-número 1 do mundo, Naomi Osaka, ter se retirado de Roland Garros em 2021 para cuidar de sua saúde mental. Ao comentar sobre Zverev, Osaka disse não se sentir à vontade para dar conselhos, mas reconheceu a seriedade da vida de um atleta. Ela também revelou que não competiu no torneio de Queen’s devido à sua preparação mental.
Zverev, que alcançou a final do Aberto da Austrália em janeiro, afirmou que mesmo em momentos de vitória, a motivação e a felicidade estavam ausentes. A bielorrussa Aryna Sabalenka, número 1 do mundo, apoiou a abertura sobre saúde mental, destacando a importância de compartilhar experiências. “Se você reprimir, isso vai te destruir”, alertou Sabalenka, que faz terapia há cinco anos.
A tenista americana Emma Navarro, número 10 do ranking da WTA, também comentou sobre a pressão enfrentada pelos jogadores. Ela mencionou que é difícil manter uma mentalidade positiva após derrotas frequentes. “Nós temos nós mesmos como nossos próprios críticos”, disse Navarro, que se preocupa com a pressão que jovens atletas enfrentam.
A tenista Madison Keys, número 8, ressaltou que a identidade dos jogadores muitas vezes se torna absorvida pelo esporte desde a infância. “Isso pode afetar a forma como você se vê como pessoa”, afirmou. Keys aconselhou os colegas a se cercarem de um bom sistema de apoio e a evitarem redes sociais, que podem intensificar a pressão.
Esses relatos refletem uma mudança crescente na forma como a saúde mental é abordada no tênis, com atletas cada vez mais dispostos a compartilhar suas experiências e desafios.
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