- Aryna Sabalenka e Elena Rybakina vão disputar a final do Australian Open, repetindo a decisão de três anos atrás; nenhuma delas perdeu set até o momento.
- Rybakina aparece com forte saque e 41 aces no torneio, mantendo aproveitamento do primeiro saque em torno de 74%; Sabalenka busca mais variação de ritmo no jogo.
- Sabalenka venceu Elina Svitolina com ataque constante; busca o quinto Grand Slam, todos em quadra dura, em Melbourne.
- No masculino, Carlos Alcaraz enfrenta Alexander Zverev e Jannik Sinner encara Novak Djokovic; Djokovic pode se tornar o finalista mais velho da história aos 38 anos e 255 dias.
- No lado das duplas brasileiras, Luísa Stefani/Gabriela Dabrowski foram eliminadas; Guto Miguel avança às quartas ao lado de Ziga Sesko, após vitória próxima.
A final do Australian Open de tênis no circuito de elite fica entre Aryna Sabalenka e Elena Rybakina, as favoritas da chave feminina. Ambas chegam invictas em sets na competição e repetem a final de três anos atrás, que abriu o caminho de Sabalenka para o primeiro Grand Slam. O encontro será disputado em Melbourne, com ritmo intenso de saque e golpes potentes. O motivo da definição é o desempenho consistente das duas ao longo do torneio.
As jogadoras trazem estilos distintos: Sabalenka é explosiva, tende a acelerar o jogo e variar o ritmo, enquanto Rybakina usa o serviço como arma principal e mantém a pressão com golpes agressivos. Até aqui, Rybakina anotou 41 aces no torneio, quase o dobro do que Sabalenka entregou, mantendo alta precisão no primeiro saque. Sabalenka, por sua vez, tem trabalhado para diversificar o jogo.
A vitória de Sabalenka sobre Elina Svitolina mostrou o repertório da bielorrussa, que não deu espaço para a adversária respirar e buscou o ataque constante. Ela busca o quinto Grand Slam, todos sobre piso duro, e pode se tornar a oitava final consecutiva na mesma edição para chegar ao título. A próxima final marcará sua oitava decisão em Melbourne, repetindo grandes nomes da história do torneio.
Rybakina aparece com sequência positiva desde outubro, caminho que pode elevá-la ao terceiro lugar no ranking. Ela enfrentou Jessica Pegula em duelo sólido, abrindo a oportunidade de fechar a partida, mas houve ansiedade no nono game do segundo set. O duelo promete equilíbrio, com o desfecho incerto até a última bola.
Desafios para Zverev e Djokovic
No masculino, Carlos Alcaraz disputa a única Final de Grand Slam que ainda lhe falta, às 0h30, contra Alexander Zverev. Jannik Sinner enfrenta Novak Djokovic, às 5h30, buscando a terceira decisão consecutiva diante do recordista de títulos em Melbourne. Esses duelos elevam o tom de disputa entre quem lidera o ranking.
Desde 1968, cabeças de chave 1 e 2 costumam perder em semifinal apenas em algumas ocasiões, com foco especial em Melbourne. Alcaraz, ainda invicto no torneio, é visto como favorito, embora haja histórico de confrontos próximos entre ele e Zverev. O clima é de revanche entre os dois.
Sinner pode se tornar o primeiro jogador a vingar uma série de cinco finais consecutivas contra Djokovic, que tenta ampliar o recorde de finais no torneio aos 38 anos. O sérvio também pode tornar-se o mais velho finalista da Era Aberta, caso avance.
Stefani e Dabrowski, e o tênis brasileiro
A dupla brasileira Luísa Stefani/Gabriela Dabrowski encerrou a participação com derrota para Anna Danilina e Aleksandra Krunic, encerrando a tentativa de título de duplas. O duelo foi marcado por momentos de nervos à flor da pele, com chances desperdiçadas em momentos cruciais.
Danilina e Krunic devem duelarem com Elise Mertens e Shuai Zhang pelo título de duplas femininas, com o time belga buscando o sexto Grand Slam e a dupla chinesa já tendo levado dois Slams no currículo. A parceria de Stefani e Dabrowski teve retorno do público, mas não conseguiu avançar.
No tênis brasileiro, Guto Machado segue ativo e avançou às quartas de final após vencer Ntungamili Raguin, de Botswana. O goiano enfrentará o esloveno Ziga Sesko, em partida que manteve o país com chances de chegar a uma semifinal de simples. A atuação de Guto foi pautada por consistência e redução de erros.
O cenário aponta para grandes encontros entre favoritos do Masters, com ataques decisivos e sets longos esperados. A busca por títulos em Melbourne traz equilíbrio entre saque, ritmo e consistência, mantendo o torneio com alto nível competitivo até o fim.
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