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Brasil estreia no Inverno com duas atletas no top 80 do esqui cross-country

Brasil estreia nas Olimpíadas com Bruna Moura e Eduarda Ribera entre as 80 melhores do esqui cross-country, destaque à superação de Moura e à evolução de Ribera

Bruna Moura no treino da equipe Brasileira de Cross Country para a prova de Sprint. Foto: Gabriel Heusi/COB
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  • Brasil estreou nas Olimpíadas de Inverno de 2026 com Bruna Moura e Eduarda Ribera no Sprint Clássico do esqui cross-country, na fase classificatória feminina.
  • Bruna Moura fez 4min22s07 e Eduarda Ribera 4min17s05, terminando em 73º e 76º lugar, respectivamente, entre 89 concorrentes.
  • Na eliminatória, apenas 30 atletas avançaram para as etapas seguintes das 89 que disputaram o percurso de 1,5 km em intervalos de 15 segundos.
  • Eduarda Ribera, de 21 anos, saiu da 77ª posição em Pequim-2022 e viu evolução, enquanto Bruna Moura celebrou a conquista olímpica.
  • Bruna Moura carrega uma história de superação desde um acidente grave em janeiro de 2022, na Itália, perto de Obervintl, que deixou sequelas e exigiu recuperação longa.

O Brasil estreou oficialmente nas Olimpíadas de Inverno de 2026 com Bruna Moura e Eduarda Ribera na fase classificatória feminina do Sprint Clássico do Esqui Cross-Country, em Milão-Cortina. As duas chegaram ao 73º e 76º lugares, com tempos de 4min22s07 para Bruna e 4min17s05 para Eduarda, e ficaram fora das eliminatórias entre 89 competidoras.

Na prova, a eliminatória contou com 89 esquiadoras em um percurso de 1,5 km, disputado por intervalos de 15 segundos. Apenas 30 avançaram, mantendo a participação brasileira entre as top 80 da modalidade. Eduarda, de 21 anos, partiu da 77ª posição em relação aos Jogos de 2022, evidenciando crescimento recente.

Bruna Moura, além de competir, celebrou a oportunidade olímpica após superar momentos de adversidade. O desempenho na classificação marca a continuidade de uma trajetória de superação, com apoio técnico e psicológico ao longo de sua preparação.

Participação brasileira na prova

A participação de Bruna e Eduarda ocorreu na estreia olímpica do Brasil na modalidade, com foco na prova de Sprint Clássico. A dupla foi acompanhada por outros treinadores e pela federação, que acompanharam a evolução durante a classificatória e as expectativas para as próximas etapas.

História de superação de Bruna Moura

Bruna Moura carrega uma recuperação marcante desde um acidente grave em 2022 na Itália. Em 27 de janeiro de 2022, a atleta sofreu colisão entre uma van e um caminhão perto de Obervintl, resultando na morte do motorista e em fraturas significativas. Ela ficou dois meses sem andar e passou por longa internação.

Além das sequelas físicas, Bruna lida com dores no pé e exige acompanhamento psicológico contínuo. O suporte mental é apontado como crucial para a reconstrução da carreira e para a busca de novas vagas olímpicas, incluindo Milão-Cortina. O retorno às Olimpíadas veio no mesmo país do ocorrido, numa história de resiliência.

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