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Mudança de piso do Rio Open parece inevitável, dizem jogadores

Mudança de piso do Rio Open é vista como inevitável, com possível ajuste de data ante a entrada do Masters 1000 árabe no calendário

Quadra Guga Kuerten (Foto: Fotojump)
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  • O Rio Open pode mudar de piso para quadra dura e ajustar a data no calendário, efeito do novo Masters 1000 árabe.

  • O ingresso do Masters 1000 da Arábia Saudita está previsto para 2028, com possibilidade de adiamento para 2029, impactando o calendário sul-americano.

  • Atletas, jornalistas e envolvidos no circuito mostram resignação diante da provável troca de piso, que abriria espaço para atrações de peso.

  • Jogadores locais e estrangeiros ressaltam vantagens de manter o calendário sul-americano, mesmo que o piso mude, para manter a gira da região.

  • Ainda que o Rio Open tenha como objetivo favorecer a troca de piso, a mudança de data pode ser prioritária para acomodar o calendário reformulado, com o piso sendo alvo de negociação com a ATP.

O Rio Open pode mudar de piso e de data nos próximos anos, conforme o evento recebe a visita do presidente da ATP, Andrea Gaudenzi. A possível reformulação envolve a entrada do Masters 1000 da Arábia, com calendário sul-americano em foco.

A mudança é tratada como inevitável nos bastidores, segundo participantes do circuito. A expectativa é de que, juntamente com o novo Masters saudita, haja ajuste no piso e na janela do torneio no Rio de Janeiro.

Antes mesmo de começar, o brasileiro João Fonseca já apontava a necessidade de mudar o piso para o crescimento do Rio Open, citando o predomínio da quadra rápida no circuito. A ideia é avaliada pelos envolvidos como benéfica a longo prazo.

Para alguns jogadores, a troca de piso poderia atrair nomes de peso. O argentino Juan Manuel Cerúndolo admitiu preferir o saibro, mas reconheceu que a mudança poderia ampliar o apelo comercial e o interesse do público.

Panorama de elenco e impactos

O italiano Matteo Berrettini destacou a importância de manter torneios na América do Sul, ressaltando a atmosfera e o público. A mobilização no continente é apresentada como justificativa para preservar a região no calendário.

O chileno Alejandro Tabilo, atual número 68, diz estar satisfeito com as condições atuais do Rio, mesmo com piso mais lento. Ele considera que manter a gira sul-americana é o eixo para os jogadores da região.

Calendário e desenho financeiro

A presença de Gaudenzi sinaliza mudanças no calendário da ATP, com o Masters 1000 saudita possivelmente ocorrendo em fevereiro, em conjunto com Doha e Dubai. A reorganização pode deslocar torneios sul-americanos para outra data.

Buenos Aires e Santiago, com status de ATP 250, enfrentam maior pressão por ajuste de datas, visto que dependem mais de datas estáveis. A competição por posições no calendário amplia a necessidade de reajustes.

A possibilidade de realinhar o calendário é vista como caminho para abrir espaço para o piso de superfície desejado pelo Rio Open. A ATP pode ceder, permitindo a mudança de piso, enquanto o Rio Open negocia a nova janela.

Conclusões possíveis

A permanência do Rio Open no calendário internacional é o aspecto mais estável, diante da incerteza sobre o número de torneios sul-americanos. A mudança de data favoreceria ajustes de piso, mas dependerá de acordos entre organizadores e a ATP.

A tendência aponta para uma reformulação abrangente, com o Rio Open potencialmente mudando ambiente de jogo e aproveitando a nova configuração do circuito. A decisão final depende de negociações em curso entre as partes envolvidas.

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