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Brasil alcança primeira final olímpica no bobsled após luto e trenó alugado

Brasil disputa a primeira final olímpica no bobsled em Pequim, superando ciclo complicado e a perda de um colega, com trenó alugado

Equipe brasileira disputou a primeira final olímpica do bobsled em Pequim 2022 (Foto: Comitê Olímpico do Brasil)
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  • O Brasil disputou pela primeira vez a final olímpica do bobsled 4–man em Pequim 2022, ficando dentro do top-20.
  • A equipe foi formada por Edson Bindilatti, Edson Martins, Erick Vianna e Rafael Souza, em meio a um ciclo olímpico difícil e à perda de um amigo próximo.
  • Na primeira descida, o grupo fez 59,49 e ficou em 20º; na segunda, 59,60 e 16º; na terceira, 23º, mas manteve-se entre os 20 melhores.
  • Na quarta descida, registrou 59,61 e finalizou em 16º, assegurando a vaga na bateria final.
  • Bindilatti afirmou que chegaram com trenó alugado e lâmina emprestada, e que atingiram o pico nos Jogos, abrindo caminho para a história do esporte brasileiro.

A equipe brasileira de bobsled alcançou um feito histórico nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022, ao garantir a vaga na final olímpica do 4-man pela primeira vez. A competição ocorreu no Centro Nacional de Sliding de Yanqing, com os atletas disputando três descidas para chegar à quarta e decisiva volta no gelo. O resultado veio em meio a um ciclo olímpico marcado por adversidades e pela perda de um colega de equipe.

O quarteto formado por Edson Bindilatti, Edson Martins, Erick Vianna e Rafael Souza superou dificuldades técnicas e logísticas para chegar à final. Na primeira descida, o grupo terminou em 20º lugar entre 28 trenós, com tempo de 59.49. Na segunda, manteve-se estável e ficou em 16º, com 59.60. A terceira descida trouxe um susto, ficando em 23º, mas a equipe conseguiu manter a meta e avançar.

Desempenho histórico e desfecho

Na quarta descida, a última da prova, o Brasil registrou 59.61 e manteve a posição de 16º, assegurando a inédita participação na final olímpica do bobsled. A equipe atribuiu a conquista à superação de um ciclo difícil, além de ter competido com trenó alugado e lâmina emprestada. A performance é contemplada como o melhor resultado já alcançado pelo país na modalidade.

A trajetória dos brasileiros em Pequim é lembrada como marco de resiliência. Mesmo diante de contratempos, o time demonstrou consistência técnica e determinação para chegar à final. O treinador e os atletas não divulgaram avaliações adicionais, mantendo o foco nos próximos passos da modalidade no Brasil.

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