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F1 suspende teste de pneus após míssil atingir base no Bahrein

Cancelamento do teste da Pirelli para pneus de chuva aumenta a incerteza logística da Fórmula 1 diante do fechamento do espaço aéreo e da escalada regional

O piloto britânico Lando Norris, da McLaren, dirige no segundo dia dos testes da Fórmula 1 no Bahrain International Circuit, em Sakhir, 12 de fevereiro de 2026. (Foto: Giuseppe CACACE/AFP)
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  • A Fórmula 1 suspendeu a sessão privada de testes de pneus de chuva da Pirelli no Bahrein, devido à escalada do conflito na região e ao fechamento do espaço aéreo em parte do Golfo.
  • Mercedes e McLaren haviam disponibilizado carros para o teste de dois dias, que simulava chuva artificial no traçado já utilizado na pré-temporada.
  • O cancelamento é consequência direta dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, e da retaliação com mísseis da Guarda Revolucionária iraniana a alvos no Bahrein e outros países.
  • O fechamento do espaço aéreo provocou atrasos e mudanças de rotas em Dubai, Doha e outros hubs, impactando a logística das equipes e o paddock.
  • O calendário da temporada 2026 permanece sob monitoramento, com foco nas provas da Austrália, China e Japão, enquanto Bahrein e Arábia Saudita seguem em avaliação.

A Fórmula 1 suspendeu a sessão de testes de pneus que seria privada para a Pirelli. A decisão ocorreu após um míssil iraniano atingir uma base no Bahrein, elevando o risco na região. A medida cancelou um ensaio considerado crucial para desenvolvimento de pneus de chuva.

Mercedes e McLaren tinham disponibilizado carros para o teste de dois dias, no Bahrein. O traçado seria irrigado artificialmente para simular pista molhada. O circuito havia recebido os testes de pré-temporada na semana anterior.

O cancelamento está diretamente ligado à escalada do conflito. Estados Unidos e Israel atacaram o Irã pela manhã de sábado, e a Guarda Revolucionária Iraniana respondeu com mísseis contra alvos no Bahrein e em outros países da região.

Impacto na aviação e logística

O conflito levou ao fechamento parcial do espaço aéreo regional, afetando Dubai, Doha e outras rotas internacionais. Diversos países impuseram restrições temporárias ao tráfego, incluindo o Catar, ponto de conexão entre Europa e Oceania.

Companhias aéreas tiveram de cancelar, suspender ou redirecionar voos que cruzam o espaço aéreo afetado, gerando atrasos e alterações nos itinerários.

Repercussões para a temporada

Para a Fórmula 1, o impacto é imediato. Integrantes da Williams precisaram retornar ao Reino Unido durante um voo London-Melbourne devido ao fechamento do espaço aéreo no Catar. A confirmação veio pela jornalista Juliane Cerasoli, que acompanhava a aeronave.

A logística da prova australiana fica novamente em pauta. A etapa na Austrália é marcada pela distância entre a Europa e a competição, o que aumenta a vulnerabilidade a atrasos. Equipes podem precisar reorganizar voos, buscar rotas alternativas ou fretar aeronaves.

Perspectivas para o calendário

A Fórmula 1 informou que as próximas três corridas seguirão na Austrália, China e Japão, com as corridas no Bahrein e na Arábia Saudita afastadas por semanas. Não há, por enquanto, mudanças anunciadas no início da temporada, mas a situação permanece sob monitoramento.

O Bahrein sediaria a quarta etapa da temporada de 2026, em 12 de abril, seguido pelo GP da Arábia Saudita em 19 de abril. A Austrália, já com data definida para 8 de março, permanece sob avaliação conforme a evolução do cenário na região.

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