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Programa Artemis da NASA busca retornar humanos à Lua

Artemis II sofre novo atraso por falha no fornecimento de hélio no estágio superior do SLS, adiando o lançamento para 2026

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  • A missão Artemis busca retornar humanos à Lua com presença sustentável e com a primeira mulher a pisar no satélite, conforme metas da gestão.
  • A missão Artemis II está prevista para orbitar a Lua com quatro astronautas, sem pouso; atrasos recentes apontam para abril de 2026 como a data mais provável de lançamento.
  • A NASA selecionou três empresas — Intuitive Machines, Lunar Outpost e Venturi Astrolab — para desenvolver o Lunar Terrain Vehicle, com valor potencial de até 4,6 bilhões de dólares ao longo de treze anos.
  • A agência pretende usar carregadores espaciais de SpaceX e Blue Origin para levar equipamentos pesados à Lua, incluindo um rover pressurizado e um habitat lunar, com previsões para 2032 e 2033, respectivamente.
  • O acordo Artemis Accords, para cooperação internacional na exploração da Lua, já conta com oito países; a Canadá pode ter participação na missão ao redor da Lua, via parceria com a Agência Espacial Canadense.

A NASA mantém o foco em retornar humanos à Lua com o programa Artemis, buscando não apenas pousar, mas estabelecer uma presença sustentável no nosso único satélite. A meta original era 2024, impulsionada pela gestão anterior, com Artemis voltando a ter destaque para a primeira mulher a pisar na Lua.

Entretanto, o caminho tem enfrentado atrasos e ajustes de cronograma. As incertezas incluem orçamento do Congresso, construção de novas plataformas e a complexidade de tecnologia envolvida. A agência federal segue tentando equilibrar ambição com as limitações de financiamento e execução.

Artemis II: atraso e redefinição de missão

A missão Artemis II, prevista para sobrevoar a Lua com quatro astronautas, passou por adiamentos. Inicialmente marcada para 2024, a janela mais recente aponta para abril de 2026, dependendo de testes e corridas de integração do Sistema de Lançamento Espacial (SLS) e da cápsula Orion.

A missão não prevê pouso na superfície, mas sim transporte orbital ao redor da Lua, marcando a primeira viagem tripulada do SLS com a cápsula Orion em órbita lunar desde o legado Apollo. O objetivo é testar sistemas em ambiente profundo do espaço.

Participação internacional e cooperação

Entre os envolvidos, Christina Koch, Reid Wiseman, Victor Glover e o canadense Jeremy Hansen estavam listados para Artemis II. A parceria com a Agência Espacial Canadense (CSA) também prevê participação de um astronauta do Canadá em missões futuras, inclusive na missão ao Gateway lunar.

A cooperação internacional está refletida ainda no plano de construção da Lunar Gateway, estação orbital que acompanhará as etapas da exploração lunar e apoiará futuras chegadas à superfície.

Desenvolvimento de veículos e contratações estratégicas

A NASA selecionou três empresas para desenvolver o Lunar Terrain Vehicle (LTV), veículo de terreno lunar para apoiar as atividades na região sul da Lua. Intuitive Machines, Lunar Outpost e Venturi Astrolab concorrem a contratos com potencial de até 4,6 bilhões de dólares ao longo de 13 anos.

Esses veículos devem facilitar a exploração de áreas com provável presença de água congelada, além de suportar a montagem de bases avançadas na superfície lunar.

Avanços e paralelos científicos

Estudos recentes indicam que a água lunar pode estar mais acessível do que se pensava, com evidências de água na superfície iluminada pelo Sol e possibilidades de água em bolsões de crateras. Tais achados alimentam o planejamento de uso de recursos no refúgio lunar.

Além disso, oito países assinaram os Artemis Accords, acordos que definem normas para a exploração da Lua. A iniciativa busca ampliar cooperação internacional e alinhamento de práticas entre as nações participantes.

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