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Artemis II leva astronautas ao ponto mais próximo da Lua em 50 anos

Artemis II aproxima-se da Lua na menor distância já atingida por humanos em mais de cinquenta anos, a cerca de 4.066 milhas, registrando o lado oculto

Astronautas se preparam para registrar o lado oculto da Lua para pesquisas sobre a superfície lunar(Foto: NASA via Getty Images)
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  • A missão Artemis II leva quatro astronautas da Nasa — Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e o astronauta canadense Jeremy Hansen — rumo à Lua, em um sobrevoo que aproxima a cápsula da superfície pela distância mais próxima em mais de cinquenta anos.
  • Na segunda-feira, a tripulação chegará a cerca de 4.066 milhas da superfície lunar e observará o lado oculto para estudos sobre a evolução da superfície.
  • O lado oposto da Lua tem cerca de 60% que nunca foram vistos por olhos humanos devido às condições de iluminação; as imagens devem ajudar a entender melhor a história lunar.
  • Durante o sobrevoo, ocorrerá um blecaute de comunicações de aproximadamente quarenta minutos, quando a cápsula estiver no lado mais distante da Lua.
  • Além dos feitos científicos, a missão marca marcos de diversidade: Victor Glover será o primeiro astronauta negro a viajar para a Lua, Christina Koch, a primeira mulher a fazê-lo, e Jeremy Hansen, o primeiro canadense nessa viagem.

A tripulação de quatro astronautas da Nasa realizará o sobrevoo mais próximo da superfície lunar na missão Artemis II, na segunda-feira, após as 19h, horário de Nova York. O objetivo é observar e fotografar o lado oculto da Lua, uma região ainda pouco examinada por olhos humanos.

Ao se aproximarem, os astronautas Marcus Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e o canadense Jeremy Hansen chegarão a cerca de 4.066 milhas da superfície. O encontro marca o trecho final do sobrevoo de várias horas que compõe o ensaio geral para futuras operações de pouso.

A missão, lançada na semana anterior, testa os veículos e procedimentos que permitirão levar humanos à superfície lunar em dois anos. Durante o aproximação, a cápsula Orion guiará as janelas de observação, habilitando fotos e estudos da evolução da superfície lunar.

O recorde de maior distância já alcançado por humanos no espaço também deve ocorrer nesse momento, por volta das 14h, horário de Nova York, antes do sobrevoo. A NASA minimiza a importância desse marco, destacando outras informações científicas.

A distância estimada de 4.066 milhas é uma referência de momento: a Lua parecerá, aos olhos da tripulação, como uma bola de basquete na mão. A NASA ressalta que as “melhores câmeras do universo” serão usadas para captar detalhes do lado distante.

Durante a passagem pela face oculta, a equipe ficará aproximadamente 40 minutos sem contato com a Terra, bloqueando a linha de visão. O blecaute é comum em missões anteriores, incluindo Artemis I sem tripulação e as missões Apollo.

A NASA mantém um cronômetro da missão, registrando o instante em que a tripulação ultrapassa os limites de distância. O objetivo científico envolve entender a evolução da superfície lunar ao longo do tempo e melhorar métodos de observação.

Glover, Koch e Hansen também entram para uma lista de marcos históricos: o primeiro astronauta negro a viajar à Lua, a primeira mulher a fazê-lo e o primeiro canadense a participar de uma missão lunar. Wiseman comanda a tripulação a partir do posto orbital.

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