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Como micos-berradores se recuperaram da quase extinção

Primatas Alouatta (howler) são reintroduzidos na Floresta da Tijuca, com vacina contra febre amarela para ampliar população e variabilidade genética

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  • Os macacos-prego‑lobo‑calcário (brown howler) são endêmicos da Mata Atlântica e foram um dos primatas mais ameaçados após o surto de febre amarela no fim de 2016.
  • O Brasil implementou um plano nacional de gestão populacional, coordenando instalações de cativeiro com especialistas para realocar animais em áreas com populações ausentes ou em declínio.
  • A adaptação de uma vacina contra febre amarela, originalmente desenvolvida para humanos, permitiu vacinar os macacos para aumentar a sobrevivência e a reprodução na natureza.
  • Em Tijuca Forest, o projeto Refauna liberou mais seis indivíduos, aumentando as liberações desde 2018 e buscando dispersão entre grupos para melhorar a variabilidade genética.
  • Os howlers atuam como dispersores de sementes e, desde 2015, já foram observados consumindo dezenas de espécies de plantas; o monitoramento inclui alimentação suplementar, marcação de árvores e câmeras para acompanhar as interações no bosque.

Os brown howler monkeys, endêmicos da Mata Atlântica do Brasil e da Argentina, foram considerados vulneráveis após o surto de febre amarela em 2016. Um plano de manejo populacional, coordenado por órgãos brasileiros e organizações de conservação, buscou realocar animais para áreas com populações ausentes ou reduzidas.

A adaptação de uma vacina originalmente desenvolvida para humanos tornou possível proteger a espécie. No Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, o projeto Refauna já demonstra sinais de sucesso com reintroduções de macacos.

Desde 2015, a reintrodução na Tijuca teve início, com um grupo inicial de cinco animais. Em 2018, novas ações de soltura e vacinação ampliaram o esforço, buscando aumentar a variabilidade genética e a sobrevivência no longo prazo.

Avanços recentes e métodos de monitoramento

Ao todo, foi liberado recentemente um segundo grupo de seis indivíduos. Os animais permanecem em recinto de aclimatação antes da liberação, onde aprendem sobre o ambiente, alimentação e sons da floresta. A alimentação suplementar acompanha as primeiras fases de adaptação.

Além disso, pesquisadores utilizam fitas de marcação e câmeras para monitorar hábitos, dieta e deslocamentos. Macacos-prego ajudam a detectar a presença de grupos, e os recintos servem como espaço de acolhimento seguro.

Importância ecológica e perspectivas

Os howler são dispersores de sementes e fortalecem a regeneração de plantas da Mata Atlântica. A iniciativa visa ampliar a conectividade entre grupos e aumentar a diversidade genética, essencial para a resiliência da população.

O projeto Refauna destaca-se como exemplo de recuperação de fauna em zonas urbanas, mostrando avanços com ações integradas entre pesquisa, manejo e proteção. O esforço continua para consolidar a reestimulação populacional a longo prazo.

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