- Três bancos foram liquidados pelo Banco Central em exatamente três meses, todos ligados ao Banco Master, que caiu por fraude financeira.
- Will Bank foi liquidado em 21 de janeiro e Pleno nesta quarta-feira, 18, completando o trio ligado ao Master, seja por participação direta ou gestão de ex-sócio.
- BRB apresentou plano de recomposição de capital após perdas superiores a R$ 5 bilhões acionadas por carteiras de crédito do Master; Reag Investimentos também foi liquidada e a Fictor Holding pediu recuperação judicial.
- Especialistas afirmam que não há crise bancária sistêmica; as liquidações são consideradas pontuais, associadas a irregularidades e não à fragilidade do sistema financeiro.
- O BC classifica Master, Will Bank e Pleno como bancos de menor porte (S3/S4), e o sistema permanece robusto com altos índices de Basileia e liquidez nos grandes bancos, além de proteções do Fundo Garantidor de Créditos.
Três bancos foram liquidados pelo Banco Central em três meses, todos ligados ao Banco Master, que encerrou atividades por fraude financeira. Will Bank foi fechado em 21 de janeiro, Pleno nesta quarta-feira (18) e Master já havia sido liquidado em novembro. A raiz dos problemas envolve violações normativas do grupo.
Os ativos e operações do Master, do Will Bank e do Pleno estavam conectados entre si, com participação de ex-sócios e de gestão compartilhada. Além disso, o BRB apresentou, no dia 6, plano para recompor seu capital após perdas com ativos vinculados ao Master. A gestão de risco e as práticas de compliance foram centrais nos desligamentos.
O Banco de Brasília (BRB) informou ao BC perdas acima de 5 bilhões de reais, provocadas pela aquisição de carteiras de crédito inexistentes ou superfaturadas do Master. A Reag Investimentos foi liquidada após operação policial, e a Fictor Holding pediu recuperação judicial após ter feito uma proposta de compra do Master recentemente.
Especialistas ouvidos pela Forbes destacam que esses episódios, isolados e envolvendo o Master, não configuram crise bancária sistêmica. A avaliação é de que o setor não apresenta deterioração generalizada nem contágio financeiro entre instituições saudáveis.
Mudanças regulatórias e monitoramento
O BC classifica bancos pela relevância sistêmica, o que orienta supervisão e capital. O Master, Will Bank e Pleno foram considerados de porte intermediário ou menor (classes S3 e S4), o que não indica risco sistêmico segundo a autoridade. O BRB permanece como S3, com liquidez e capital acima de mínimos regulatórios.
A menor preocupação sobre contágio sustenta-se pelo fortalecimento do FGC, que deve pagar em torno de 50 bilhões de reais em garantias de liquidações. A tendência é de aperfeiçoamento das regras e de maior rigor na recomposição de liquidez pelos associados ao fundo.
Para evitar pânico, especialistas ressaltam que o FGC atua como amortecedor, isolando problemas de uma instituição específica. O ambiente atual aponta para atuação firme do regulador, em vez de uma quebra de confiança generalizada no sistema financeiro.
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