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BC decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno

Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da DTVM por deterioração da liquidez e infração às normas regulatórias

Vista de edifícios na região da Av. Faria Lima, em São Paulo: Fundado como Indusval, o banco mudou de nome em 2020 para Voiter e foi comprado pelo Master em 2023.
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  • Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, antigo Banco Voiter, e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) e das demais entidades do grupo.
  • A decisão, anunciada nesta quarta-feira (18), baseia-se no comprometimento da situação econômico-financeira, deterioração da liquidez e infrações às normas que regem a atuação da instituição.
  • Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, havia adquirido o Banco Pleno após mudança de controle aprovada pelo BC; o banco foi vendido pelo Master em 2023.
  • Lima foi alvo de prisão na Operação Compliance Zero da Polícia Federal, em novembro, que investiga suspeitas de fraude na venda de carteiras do Master ao Banco de Brasília; o Banco Pleno não foi alvo da operação.
  • O BC informou que o Pleno Detém 0,04% do ativo total e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional; no último balanço, publicado, a captação era de R$ 6,7 bilhões em dezembro de 2024, com patrimônio líquido de cerca de R$ 511 milhões e carteira de crédito de R$ 1,147 bilhão.

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, antigo Banco Voiter, e da Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliários S.A. (DTVM), além das demais entidades que integram o grupo. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (18) e tem motivação na deterioração da situação econômico-financeira, queda de liquidez e descumprimento de normas regulatórias.

A decisão envolve o banco que passou por mudança de controle aprovada pelo BC em agosto, quando foi adquirido por Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro. Lima foi apontado pela imprensa como alvo de prisão na Operação Compliance Zero, em novembro, por suspeitas ligadas à venda de carteiras do Master para o BRB; o Banco Pleno não foi citado na operação.

Segundo o BC, o Plano detém 0,04% do ativo total do Sistema Financeiro Nacional e 0,05% das captações totais. O último balanço do banco, divulgado em dezembro de 2024, registrou captação de R$ 6,7 bilhões, com R$ 6,365 bilhões em CDBs, patrimônio líquido de R$ 510,9 milhões e carteira de crédito de R$ 1,147 bilhão.

A instituição devedora não se manifestou publicamente até o fechamento desta reportagem. O BC afirmou que a liquidação busca assegurar a estabilidade do sistema financeiro e evitar riscos adicionais decorrentes da situação apresentada pelo banco e pelas entidades do grupo.

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