- A fintech Monzo é acusada de usar dados dos clientes para comentários de “humilhação” no balanço anual de gastos, incluindo uma cliente com histórico de distúrbio alimentar.
- Fiona Taylor levou a queixa ao ombudsman financeiro do Reino Unido após considerar que a review anual depreciou seu comportamento financeiro e contexto pessoal.
- O relatório personalizado descreve 2025 de Taylor com foco em comida, dizendo: “você, em geral, comia rápido” e que está “no top 15%” do Just Eat, sugerindo padrões de consumo.
- Taylor afirma que a linguagem é inadequada porque a banca não tem como conhecer contextos médicos ou traumas, e que comentários foram prejudiciais.
- A Monzo diz que o conteúdo é gerado automaticamente a partir de padrões de gasto, é opcional e pode ser desativado; caso permanece em análise pelo ombudsman, que decidirá de forma final.
Monzo, banco digital do Reino Unido, está sob escrutínio por uma revisão anual de gastos que supostamente humilhou uma cliente. A queixa foi levada ao ombudsman financeiro do país após Fiona Taylor questionar o tom utilizado no relatório de fim de ano.
Taylor alega que a informação financeira pessoal pressionou seus hábitos alimentares e revelou contextos médicos, sem respaldo, cruzando limites de privacidade. Ela afirmou ainda que a sequência de mensagens foi inadequada para uma instituição financeira.
O caso envolve o recurso Year in Monzo, semelhante ao Spotify Wrapped, que apresenta um resumo personalizado de como o cliente gastou ao longo do ano. A empresa afirma que o recurso é opcional e baseado em padrões de consumo, sem intervenção humana.
Taylor vive no condado de Kent e já enfrentou cansaço crônico e histórico de transtorno alimentar. Ela disse que dependia de entregas por aplicativo devido a limitações físicas e de mobilidade, o que agravou a sensibilidade ao tom da mensagem.
O relatório descreveu 2025 como “um ano de glória e folly” e fez referências alimentares, mencionando gastos com Just Eat e um humor sarcástico sobre refeições. A cliente considerou que tais observações eram excessivas e inadequadas.
A cliente solicitou reparação após receber uma oferta de goodwill de 20 libras pela falsa percepção de falhas no sistema. Ela levou o caso ao Financial Ombudsman Service, que decidiu manter a análise em andamento, com revisão por um responsável superior.
A Monzo sustenta que o conteúdo é gerado automaticamente a partir de padrões de consumo e que não há comentários escritos por humanos. A empresa ressalta que o serviço é opcional e pode ser desativado pelo usuário.
Entre na conversa da comunidade