- A Rússia acusou a Ucrânia de tentar torpedear as negociações sobre o plano dos Estados Unidos para encerrar a guerra, dizendo que o novo texto apresentado por Kiev difere do que Moscou havia negociado com Washington.
- O vice-ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Riabkov, afirmou que Kiev e seus apoiadores, principalmente na União Europeia, redobram esforços para sabotar um acordo.
- Zelensky apresentou na quarta-feira a nova versão do plano americano, reformulada após negociações com Kiev sobre a versão divulgada há mais de um mês.
- O documento de vinte pontos prevê congelamento do front e não oferece solução imediata para questões territoriais, abrindo mão de duas exigências-chave de Moscou: retirada das tropas do Donbass e compromisso jurídico de não ingresso da Ucrânia na Otan.
- Riabkov disse que o sucesso de um acordo depende da vontade da outra parte e de manter os limites estabelecidos pela cúpula entre Putin e Trump no Alasca, em agosto de 2025.
A Rússia acusou a Ucrânia nesta sexta-feira (26) de tentar torpedear as negociações sobre o plano dos Estados Unidos para encerrar a guerra. O novo texto apresentado por Kiev, nesta semana, difere radicalmente do que Moscou vinha negociando com Washington.
O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Riabkov, afirmou em entrevista de televisão que a possibilidade de um acordo depende da vontade da outra parte. Ele citou Kiev e seus apoiadores, especialmente na União Europeia, como críticos do acordo e que, segundo ele, intensificaram os esforços para sabotar as negociações.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky apresentou na quarta-feira a nova versão do plano americano, elaborado para buscar um acordo com os EUA. O documento de 20 pontos propõe o congelamento do front, sem solução imediata para as questões territoriais.
Mudanças no plano dos EUA
Riabkov disse que o texto atual difere radicalmente dos 27 pontos que Moscou e Washington tinham elaborado nas semanas anteriores, desde o início de dezembro, em cooperação com Kiev. O chanceler russo ressaltou a importância de manter os limites acordados entre Putin e Trump no encontro de Alasca, em agosto de 2025.
O novo texto não exige, como condição, a retirada das tropas russas da região do Donbass nem um compromisso juridicamente vinculativo da Ucrânia de não ingressar na Otan. Segundo Riabkov, essa mudança substancial afeta o rumo das negociações.
A Organização e as partes envolvidas continuam buscando vias para uma solução, enquanto Moscou afirma que as condições atuais não permitem um acordo definitivo sem resoluções claras dos problemas centrais da crise.
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