- Trump e Zelenskiy discutiram avanços nas negociações de paz, com propostas de garantias de segurança de até cinquenta anos; ainda sem acordo sobre Donbas.
- Putin sinalizou possível troca de território fora do Donbas, enquanto Kyiv insiste em manter as frentes atuais e rejeita ceder áreas.
- Disputa territorial: a Rússia controla cerca de 116 mil quilômetros quadrados na Ucrânia (19,2% do território), incluindo Donbas, Crimônia e partes de Zaporizhzhia e Kherson.
- Garantias de segurança em debate: Zelenskiy pediu garantias de até cinquenta anos; os EUA defendem um modelo com apoio ocidental, enquanto a Rússia defende neutralidade e limites para a Ucrânia.
- Finanças e apoio: a União Europeia indicou empréstimo de 90 bilhões de euros para financiar a defesa da Ucrânia; propostas também seguem discutindo condições para uso de ativos congelados e cooperação econômica com a Rússia.
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, analisaram avanços nas negociações de paz. As propostas incluem garantias de segurança amplas, com duração de até 50 anos, e a possibilidade de trocas territoriais. Putin sinalizou estar aberto a discutir trocas fora do Donbas. Focos: Garantias, território, NATO e financiamento.
Entre os pontos discutidos, está a disputa territorial. A Rússia controla cerca de 116 mil km² de território ucraniano, o que corresponde a 19,2% do país. A região do Donbass, além de Crimônia e áreas de Zaporizhzhia e Kherson, compõem o que Moscou classifica como território russo.
Putin indicou, segundo relatos, a possibilidade de trocar parte de território sob controle russo por uma resolução que envolva Donbas. Kyiv, por sua vez, rejeita ceder áreas defendidas há quase quatro anos, mantendo a condição de cessar o confronto apenas ao longo das linhas frente atuais.
Garantias de segurança e formato político
Zelenskiy mencionou um esboço de framework de paz que prevê garantias de segurança dos EUA para a Ucrânia por 15 anos, com a expectativa de que Trump possa apoiar garantias de até 50 anos. A aposta de Trump é que a Europa assuma maior parte dessas garantias, com apoio americano, ainda sem definir o formato prático.
Nato, forças e neutralidade
Um tema central é a possível não expansão da OTAN. Putin tem exigido que aliados ocidentais se comprometam, por escrito, a não ampliar a aliança. O plano atual também envolve a ideia de que Ucrânia adote neutralidade, mantendo a defesa com o nível atual de forças, cerca de 800 mil militares, conforme propostas ucranianas.
Financiamento e ativos congelados
As propostas discutidas incluem aspectos econômicos, com como reintegração de Rússia ao sistema financeiro global e participação em projetos de infraestrutura e recursos naturais. A União Europeia já aprovou financiamento para a defesa de Kyiv, estimado em 90 bilhões de euros para os próximos dois anos, sem uso de ativos russos congelados.
Perspectivas e próximos passos
As negociações ressaltam dúvidas sobre implementação prática de garantias e o papel de potências estrangeiras. A discussão também envolve o papel de armas estratégicas, controle nuclear e o futuro da usina de Zaporizhzhia, cuja situação permanece incerta.
As partes seguem buscando uma linha de negociação que permita cessar as hostilidades sem abrir mão de objetivos básicos, como a integridade territorial da Ucrânia e a segurança de seus cidadãos.
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