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TRM Labs revela como estados usam cripto para driblar sanções

TRM Labs aponta que Estados usam criptomoedas para contornar sanções, elevando riscos à fiscalização e à soberania financeira

TRM Labs Exposes How Nation-States Are Weaponizing Crypto to Evade Sanctions
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  • A TRM Labs diz que estados-nação usam criptomoedas como instrumento geopolítico para contornar sanções, transferindo valor transnacionalmente sem intermediários.
  • a Coreia do Norte é o caso mais citado de prática ilegal com criptomoedas, com divisões cibernéticas do governo supostamente desviando bilhões de dollars em ataques a exchanges e protocolos, para financiar programas nucleares e de mísseis.
  • dados da Chainalysis de 2025 apontam que hackers ligados à Coreia do Norte roubaram pelo menos $2,02 bilhões em criptomoedas, com 76% dos incidentes envolvendo serviços comprometidos; recursos são lavados via mixers, múltiplas blockchains, stablecoins e saídas em OTC e bolsas no exterior, frequentemente na Ásia.
  • Rússia e Irã também exploram ativos digitais para driblar o dólar e sanções, com intermediários tentando facilitar comércio com criptomoedas; Irã legalizou a mineração de Bitcoin em 2019 e utiliza o hardware de mineração para neutralizar pressões sanctionárias.
  • em setores regulatórios, EUA, Europa, Japão e Singapura adotam analytics de blockchain para reforçar sanções, rastrear ganhos de ransomware e ampliar a fiscalização; iniciativas internacionais já bloquearam mais de $ 300 milhões em ativos ilícitos.

TRM Labs afirma que países usam criptomoedas como instrumento geopolítico para driblar sanções. O estudo aponta uma divisão entre governos que buscam maior transparência e accountability por meio de recursos digitais e aqueles que utilizam a tecnologia para evitar responsabilização. O relatório enfatiza o papel estratégico das criptomoedas na atual ordem global.

A empresa de inteligência blockchain destaca que, conforme a adoção aumenta, ativos digitais passaram a influenciar estratégias econômicas nacionais, enforcement de sanções e poder estatal. Diferentemente do sistema financeiro tradicional, as transfers podem ocorrer sem intermediários, desafiando controles.

Ciberataques e financiamento de programas

Investigações da TRM Labs indicam que, nos últimos cinco anos, divisões cibernéticas do governo da Coreia do Norte furtaram bilhões de dólares de casas de câmbio, protocolos de fintech e pontes entre blockchains. Um marco ocorreu em fevereiro de 2025, com o ataque à exchange Bybit, que evidenciou a escala dessas operações.

Proventos desses golpes estariam ligados ao financiamento de programas nucleares e de mísseis balísticos, conforme o levantamento. Dados de dezembro de 2025 da Chainalysis reforçam o tamanho da ameaça, apontando que hackers ligados à Coreia do Norte roubaram pelo menos 2,02 bilhões de dólares em criptomoedas no ano, alta de 51% em relação a 2024.

Outros Estados e uso não violento da infraestrutura

Sistema financeiro internacional enfrenta avanços de uso de ativos digitais em sancionados, com Rússia e Irã explorando caminhos de comércio em criptomoedas para contornar o dólar americano e evitar restrições. Mineradores locais também ajudam a converter energia doméstica em ativos monetizáveis, fortalecendo cadeias de suprimento sancionadas.

No Irã, mineração de Bitcoin foi formalmente integrada à estratégia econômica desde 2019, com saídas de BTC para o banco central e uso intermediado em sanções. Em outros contextos, Venezuela registra maior dependência de stablecoins diante da desvalorização do bolívar, conforme relatório de 2025.

Reguladores dos EUA, Europa, Japão e Singapura vêm fortalecendo a fiscalização com análises de blockchain para rastrear recursos de ransomware e reforçar sanções. Iniciativas público-privadas, como a Unidade de Crimes Financeiros T3, já bloqueou mais de 300 milhões de dólares em ativos ilícitos.

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