- Cem brasileiros que estavam na Venezuela retornaram ao Brasil pela fronteira de Roraima, após os ataques dos Estados Unidos.
- A fronteira continua aberta e sem restrições; brasileiros que desejarem retornar devem buscar as representações diplomáticas brasileiras.
- Embaixadora Maria Laura da Rocha, interina do Ministério das Relações Exteriores, informou que não houve relatos de vítimas entre a comunidade brasileira e que o Itamaraty acompanha a situação.
- O Brasil participa de reuniões da Celac e do Conselho de Segurança da ONU para tratar da agressão à Venezuela.
- Segundo o Brasil, a chefe de Estado interina na Venezuela é a vice-presidente Delcy Rodríguez; Lula condenou o ataque e reiterou o respeito ao direito internacional.
O governo brasileiro informou neste sábado que 100 turistas brasileiros deixaram a Venezuela pela fronteira com o Brasil, em Roraima, após ataques dos EUA ao país vizinho. A operação ocorreu sem relatos de vítimas, segundo o Itamaraty.
A embaixadora Maria Laura da Rocha, interina no MRE, destacou que a embaixada em Caracas acompanha de perto a situação da comunidade brasileira. Ela enfatizou que não houve registro de feridos entre os brasileiros presentes.
A substituição do ministro Mauro Vieira pela diplomata ocorreu por ocasião da decisão de interromper férias. Maria Laura desembarcou em Brasília para reuniões emergenciais sobre o episódio.
A segunda reunião emergencial do dia, sobre a invasão venezuelana pelos EUA, reuniu autoridades no Palácio do Planalto. O encontro contou com a participação de ministros, assessores e representantes diplomáticos.
O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que a fronteira continua aberta e estável. Ele orientou que brasileiros no país busquem as representações diplomáticas para possíveis retornos adicionais.
Questionada sobre quem o Brasil reconhece como chefe de Estado da Venezuela, Maria Laura indicou a vice-presidente Delcy Rodríguez, como presidente interina na ausência de Nicolás Maduro.
Ação internacional e posição brasileira
Maria Laura informou que o Brasil participa da reunião da Celac prevista para este domingo e do Conselho de Segurança da ONU na segunda-feira. Os temas incluem a agressão dos EUA contra a Venezuela.
O Palácio do Planalto já havia condenado o ataque, afirmando que violou o direito internacional e a soberania venezuelana. O governo ressaltou a necessidade de respostas baseadas em normas internacionais.
Contexto e próximos passos
A ofensiva norte-americana é encarada como parte de disputas geopolíticas regionais, com críticas sobre a falta de provas que fundamentem acusações contra Maduro e o possível envolvimento de facções no país.
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