- Tiros e explosões foram ouvidos no principal aeroporto de Niamey, capital do Níger, logo após a meia-noite, conforme Reuters e uma fonte independente.
- Segundo a fonte da companhia Asky, o fuselagem de duas aeronaves no pátio ficou perfurada; a tripulação estava hospedada em hotel e ficou retida no país.
- Ainda não há comentário oficial das autoridades Nigerinas sobre o ocorrido nem confirmação de vítimas.
- O aeroporto fica ao lado da Base Aérienne 101, base militar já usada por tropas americanas e russas.
- O Níger vive instabilidade política desde o golpe de 2023, com ataques violentos na região e realinhamento geopolítico, conforme contexto regional.
Gunfire and explosões foram ouvidas no principal aeroporto de Niamey, na capital do Níger, segundo a Reuters e uma fonte independente. O episódio ocorreu pouco depois da meia-noite, próximo à Base Aérienne 101. Ainda não houve posicionamento oficial.
Uma fonte da companhia aérea togolesa Asky afirmou ao Guardian que disparos provocaram furos no fuselagem de dois aviões no pátio do aeroporto. Funcionários estavam hospedados em hotéis na cidade e ficaram retidos no país.
Ainda não se sabe quem atirou nem houve confirmação de vítimas. Autoridades do Níger não comentaram o ocorrido até o momento.
Contexto regional
Em julho de 2023, a guarda presidencial conduzida pelo general Abdourahmane Tchiani depôs o presidente Mohamed Bazoum, marcando o sétimo golpe na região em três anos. A junta suspendeu a constituição e enfrentou condenação internacional e cortes de ajuda.
O Níger, Mali e Burkina Faso criaram o Afegan: AES, alinhamento regional que substituiu a suspensão da região. O acordo realinhou forças, com a saída de tropas francesas e americanas de Níger.
A região enfrenta episódios de terrorismo, com grupos vinculados ao Estado Islâmico e à al-Qaeda atuando no triângulo fronteiriço com Mali e Burkina Faso. A situação de segurança tem se deteriorado desde o golpe.
O Global Terrorism Index 2025 aponta que Níger teve o maior aumento de mortes por terrorismo em 2024, com 930 óbitos, a pior posição já registrada pelo país no índice.
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