- O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, proferiu em Munique um discurso sobre o futuro da civilização ocidental e a relação entre EUA e Europa.
- Rubio alertou que a após a queda do Muro de Berlim houve a ilusão de “fim da história” e criticou o livre comércio sem proteção de cadeias críticas.
- Ele afirmou que o Ocidente terceirizou soberania para organismos multilaterais e que políticas de bem‑estar social prejudicaram capacidades de defesa, defendendo fortalecer as alianças.
- Defendeu a renovação da relação EUA‑Europa sem abandonar instituições globais, mas com reformas, e ressaltou a importância de manter fronteiras sob controle como ato de soberania.
- Concluiu que a aliança deve agir junto, preservando a liberdade de ação e defendendo a civilização comum diante de ameaças a regimes autoritários, ao clima e à segurança global.
Marco Rubio abriu em Munique um discurso que busca redefinir a relação entre EUA e Europa, em foco: o futuro da civilização ocidental e a aliança transatlântica. O evento ocorreu na Conferência de Segurança de Munique, no fim de semana.
O secretário de Estado dos EUA traçou diagnóstico sobre a ordem global, criticando a ideia de que o fim da história já chegou. Disse que o Ocidente errou ao abraçar políticas que enfraqueceram defesas nacionais e cadeias produtivas críticas.
Rubio afirmou que a aposta por um comércio sem fronteiras empurrou empregos e indústrias para fora, criando vulnerabilidades para a segurança econômica ocidental. Defendeu retorno de foco em soberania e capacidade de defesa.
O discurso recebeu aplausos de líderes europeus e de altos cargos de organizações multilaterais. Rubio lembrou a aliança histórica entre EUA e Europa desde a era de Cristóvão Colombo e a cooperação contra o comunismo.
Ele ressaltou que a recuperação de fronteiras não é xenofobia, mas ato de soberania, e que o Ocidente pode agir em conjunto ou seguir sozinho, se necessário. Defendeu uma renovação da aliança com bases novas, não apenas reformadas.
Segundo Rubio, o ocidente perdeu parte da sua autonomia ao terceirizar soberania para instituições multilaterais. Também criticou o aumento de welfare state, sugerindo cortes para fortalecer defesa, sem abandonar cooperação com a Europa.
Sobre a ONU, o secretário disse que a instituição tem potencial, mas falha em assuntos como Gaza, o programa nuclear do Irã e ameaças da Venezuela. Propôs reformar estruturas para enfrentar esses desafios.
Rubio enfatizou a importância de alianças fortes e cultura compartilhada, ressaltando que a União Europeia precisa manter sua força para não comprometer o equilíbrio ocidental. Disse que os aliados devem defender seus valores com confiança.
Ao propor uma nova forma de parceria, ele afirmou que não se pode manter o status quo diante de mudanças climáticas, guerras e avanços tecnológicos. A ideia é reconstruir a aliança com liberdade de ação para ambos os lados.
O discurso em Munique ficou marcado pela visão de que a política externa ocidental está em fase de renovação. Rubio destacou que a Europa e os EUA devem agir juntos para preservar a civilização ocidental.
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