- Cerca de um ano depois de a China estabelecer laços diplomáticos com os EUA em 1979, autoridades chinesas passaram a pedir um novo acordo sobre Taiwan.
- Elas pediram ao então presidente Ronald Reagan que se comprometesse a encerrar as vendas de armas a Taiwan.
- A secretária de Estado da época, Alexander Haig, apoiou a ideia, dizendo que a China logo seria a “maior país”.
- Reagan demitiu Haig, mas aceitou um compromisso: um comunicado de 1982 prometeu reduzir gradualmente as vendas de armas a Taiwan, desde que as intenções da China fossem pacíficas, além de enviar garantias secretas a Taiwan reafirmando o apoio americano.
A China pediu um novo acordo com os Estados Unidos cerca de um ano após estabelecer laços diplomáticos em 1979. Autoridades chinesas buscavam que o então presidente Ronald Reagan se comprometesse a encerrar as vendas de armas para Taiwan, a ilha autônoma alvo de reivindicação chinesa.
A proposta ganhou apoio informal do então secretário de Estado, Alexander Haig, que argumentava que a China se tornaria o país mais importante do mundo. Reagan demitiu Haig, mas avaliou a ideia de forma mais contida.
No final, foi obtido um ‘acordo de garrafa’ em 1982: uma comunicação que dizia que as vendas de armas seriam gradualmente reduzidas, desde que as intenções de Pequim permanecessem pacíficas. O governo americano também enviou garantias secretas a Taiwan.
Segundo o arranjo, Washington condicionou a redução de armamentos à percepção de serenidade na política chinesa frente a Taiwan, mantendo, ao mesmo tempo, o compromisso de apoiar a defesa de Taiwan.
O conteúdo completo desta linha de raciocínio faz parte de uma análise publicada na seção Briefing da edição impressa, sob o título We need to talk about Taiwan. A reportagem releva debates sobre como gestões americanas lidaram com Taiwan no período.
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