- Miriam Branco, diretora executiva de pessoas do Einstein, liderou a área de RH durante a crise da pandemia, com contratação de 1.500 profissionais “para ontem”.
- Ela chegou ao Einstein em 1992; o hospital saiu de cerca de 2 mil para mais de 34 mil funcionários, com o RH tornando-se área estratégica.
- Durante a pandemia, processos seletivos migraram para o digital em 36 horas e entrevistas passaram a ser à distância, com equipes de áreas distintas trabalhando juntas.
- O Einstein criou apoio para funcionárias com filhos e para professionals que precisavam se isolar, além de manter cooperação interna para garantir atendimento aos trabalhadores infectados.
- Hoje, Miriam lidera iniciativas de diversidade e inclusão, como o programa Sankofa para desenvolvimento de lideranças negras, com mulheres que atuam como mentoras.
Miriam Branco, diretora executiva de pessoas do Einstein, conduziu a área de RH pela crise da pandemia, moldando o papel estratégico do setor na instituição. A trajetória reúne mais de 40 anos, com início no Grupo Pão de Açúcar e passagem pelo Einstein desde 1992. O desafio da pandemia emergiu como ponto de virada: transformar o RH de suporte em protagonista.
Ao longo da carreira, a matemática sempre esteve presente. No Pão de Açúcar, Miriam criou um treinamento para que gerentes entendam os números da inflação. No Einstein, passou a incorporar ferramentas de qualidade da indústria, levando conceitos como histograma e pareto para treinamentos no hospital, que tinha cerca de 2 mil funcionários ao chegar.
Hoje, o Einstein emprega mais de 34 mil pessoas. Miriam contribuiu para a migração do RH de um setor operacional para uma área estratégica, reduzindo o distanciamento entre áreas e promovendo visão integrada de pessoas, formação e resultado.
Pandemia e resposta organizacional
Durante a crise sanitária, o hospital estimou a contratação de 1.500 profissionais para a linha de frente. Em 36 horas, processos seletivos migraram para o digital e as entrevistas passaram a ser realizadas remotamente. Barreiras entre áreas precisaram ser derrubadas para acelerar a contratação.
A instituição enfrentou o desafio de atrair talentos para atuar na linha de frente diante de incertezas. Foi criado um apoio para famílias com escolas fechadas e para profissionais que precisavam se isolar durante plantões, além de estrutura para quem ficava afastado.
A escuta aos colaboradores ganhou importância. Reuniões pré-turno abordaram medo, exaustão e inseguranças, reconhecidas como parte do impacto emocional da pandemia. O compromisso interno assegurou cuidado aos profissionais infectados pela própria instituição, diminuindo perdas na linha de frente.
Diversidade e liderança negra
Após o período agudo, Miriam lidera a agenda de diversidade e inclusão, com destaque para o programa Sankofa, voltado ao desenvolvimento de lideranças negras. O programa envolve a participação de lideranças pretas da instituição, que passam a atuar como mentoras e fortalecer redes internas.
A iniciativa reforça a visão de que entender o próprio patrimônio e a história ajuda a avançar profissionalmente. Milhares de profissionais já se beneficiam de ações que integram formação, mentoria e inclusão dentro do Einstein, segundo a gestão de Miriam Branco.
Legado e foco humano
Ao longo de décadas, Miriam mantém o foco na significação do trabalho, no prazer pela atividade e no reconhecimento como componentes da saúde organizacional. A trajetória confirma a transformação de RH em estratégia, com impacto direto na qualidade do atendimento e na cultura institucional.
Entre na conversa da comunidade