- Um ataque com drone atingiu um acampamento militar perto da fronteira com o Sudão, em Tine, matando dois soldados chadianos e ferindo um com gravidade antes do amanhecer.
- Autoridades locais disseram que ainda não há informações sobre os responsáveis.
- Um oficial de inteligência chadiano afirmou à Reuters que o drone veio do Sudão, mas não ficou claro se foi da força militar ou do RSF.
- A base aérea de Abeche está em alerta alto e reforços terrestres já chegaram a Tine.
- Tine funciona como ponto de passagem para refugiados sudaneses que seguem para acampamentos mais seguros; o deslocamento humanitário é dificultado por falta de recursos.
Um ataque com drone matou dois soldados chadianos em um acampamento militar próximo à fronteira com o Sudão, pouco antes do amanhecer de sexta-feira. Autoridades locais e uma fonte de segurança disseram que ainda não havia confirmação sobre a autoria.
Dois mortos e um ferido gravemente foram registrados no ataque na cidade fronteiriça de Tine, segundo Hamit Hassan, chefe de um distrito que inclui a cidade. Ele afirmou não ter informações sobre quem teria sido responsável.
Um oficial de inteligência militar do Chade disse à Reuters que o drone teria vindo do Sudão, mas não ficou claro se foi lançado pelo exército ou pelo grupo paramilitar RSF. As autoridades ressaltaram que a origem está sendo comprovada.
“O exercício de retaliação permanece como possibilidade caso se confirme drone sudanês”, afirmou o oficial, que pediu para não ser identificado. O aeroporto de Abeche, no leste, já está em alerta máximo e reforços foram enviados a Tine.
O território de Tine funciona como ponto de trânsito para refugiados sudaneses que seguem para acampamentos mais seguros distante da fronteira. Organizações humanitárias apontam dificuldades de financiamento para água, saneamento e abrigo.
Mais de 12 milhões de pessoas já foram deslocadas pela crise em Sudão, segundo o International Rescue Committee (IRC). O conflito continua a provocar deslocamentos e tensões na região.
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