- Estudo do Center for Strategic and International Studies aponta que, em quase quatro anos de conflito, as baixas combinadas entre russos e ucranianos podem chegar a 2 milhões até a primavera, com cerca de 1,2 milhão de russos e 600 mil ucranianos afetados.
- O relatório estima até 325 mil mortes entre russos, e ressalta que números oficiais não são divulgados de forma pública por ambos os lados; o Kremlin chamou o estudo de pouco confiável.
- As perdas estão desproporcionais, com Rússia superando a Ucrânia em cerca de 2,5 para 1 ou 2 para 1, segundo a análise.
- Moscou tem aumentado recrutamento com salários e bônus elevados, incluindo a vinda de milhares de homens de Ásia, África e América; a Ucrânia enfrenta dificuldades para recompor suas unidades e o presidente Volodymyr Zelensky tem resistido a reduzir a idade de mobilização abaixo de 25 anos.
- Os avanços russos têm sido lentos desde 2024 — média de 15 a 70 metros por dia em ofensivas — e, entre 1 e 25 de janeiro, 152 quilômetros quadrados foram capturados; houve reuniões de paz em Abu Dhabi sem progresso substancial.
O estudo do Centro de Estudos Estratégicos e de Relações Internacionais (CSIS), com sede em Washington, aponta que o total de baixas russas e ucranianas pode chegar a 2 milhões até a próxima primavera. Segundo a instituição, cerca de 1,2 milhão de militares russos foram mortos, feridos ou deram desertado, e aproximadamente 600 mil soldados ucranianos passaram pelo mesmo destino.
O relatório destaca que, até o momento, números oficiais de vítimas de ambos os lados não são divulgados de forma abrangente por Moscou ou Kiev. O Kremlin classificou as estimativas do CSIS como pouco confiáveis, afirmando que apenas o ministério da defesa tem autoridade para divulgar tais dados.
Conforme o CSIS, as perdas russas já superam as registradas pela história recente, com homicídios no campo de batalha muito acima de guerras anteriores. As perdas ucranianas, por sua vez, refletem uma defesa prolongada diante de vantagens táticas adversárias.
A pesquisa aponta que a piora nas condições de combate tem levado Moscou a ampliar incentivos para recrutamento, incluindo bônus expressivos para novos ingressos. Países vizinhos e outras regiões têm sido usados como fontes de pessoal, por vezes sob promessas enganosas.
Para Kiev, a mobilização tem enfrentado resistência política interna. O presidente Volodymyr Zelenskyy tem mantido a idade mínima de mobilização em 25 anos, mantendo um equilíbrio delicado entre necessidade de efetivos e apoio doméstico.
Pouco progresso tem sido observado no terreno desde 2024, com avanços russos na linha de frente classificados pelo CSIS como extremamente lentos. Pelo lado ucraniano, a mobilização enfrenta limitações de capacidade para sustentar operações prolongadas.
Dados de monitoramento indicam que, entre 1 e 25 de janeiro, as forças russas capturaram cerca de 152 quilômetros quadrados de território ucraniano, a taxa de avanço mais lenta desde março do ano anterior.
O encontro entre Rússia, Ucrânia e EUA em Abu Dhabi, no fim de semana anterior, não trouxe avanço visível para uma solução de paz. As partes mantêm posições máximistas sobre território ucraniano, sem consenso emergente.
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