- Tensões entre os EUA e o Irã podem atrasar a próxima rodada de discussões entre Ucrânia e Rússia em Abu Dhabi; data ou local podem mudar, segundo o presidente Volodymyr Zelenskyy.
- Zelenskyy afirmou que a presença de todos os participantes acordados é crucial; o secretário de Estado dos EUA informou que Witkoff e Kushner não estarão na reunião, e Kirill Dmitriev viajaria a Miami para encontros com autoridades norte-americanas.
- Antes das negociações, houve redução nos ataques entre Rússia e Ucrânia, em meio a um inverno rigoroso; Kiev aguarda possível pausa nos ataques em cidades e infraestrutura de energia, sem acordo formal de cessar-fogo.
- Zelenskyy disse que, se Moscou observar a pausa, a Ucrânia fará o reciprocamente; não houve confirmação de um acordo duradouro entre as partes.
- Rob Jetten, novo primeiro-ministro da Holanda, disse que continuará apoiando a Ucrânia e não pretende falar com Moscou enquanto não houver sinais de fim da agressão; há debate sobre o papel da UE em relação a Moscou.
O conflito entre Ucrânia e Rússia pode ganhar atraso na rodada de negociações mediadas pelos EUA, marcada para este fim de semana em Abu Dhabi. A possibilidade de mudanças na data ou no local foi divulgada pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, que citou a evolução da relação entre EUA e Irã como fator relevante.
A reunião envolvia representantes ucranianos e russos, com expectativa de feedback sobre avanços no diálogo. Anteriormente, representantes dos EUA indicaram que não participariam da rodada no Oriente Médio, o que elevou a cautela sobre o andamento das negociações.
Observa-se redução nos ataques entre Rússia e Ucrânia nos dias que antecedem o encontro, enquanto a população ucraniana enfrenta um inverno rigoroso, com cortes de energia e frio intenso. Kiev sinalizou disposição para recuar em ataques a alvos energéticos se Moscou também suspendesse os bombardeios.
Zelenskyy afirmou considerar a necessidade de apoio amplo e presente de todos os acordistas na reunião, destacando o papel dos aliados na retomada das conversas. O presidente também informou que não há acordo formal de cessar-fogo entre as partes.
O futuro das negociações, ainda, depende de eventuais mudanças no cenário internacional. O governo ucraniano não confirmou um cessar-fogo, mas indicou disposição para reciprocidade em caso de suspensão de ataques por parte da Rússia.
Entre desenvolvimentos paralelos, surgiram declarações de representantes de outros países sobre a postura europeia frente ao conflito. O novo governo holandês mostrou apoio contínuo a Kiev, sem sinalizações de diálogo direto com Moscou neste momento.
No âmbito interno da União Europeia, surgiram debates sobre como a Europa pode agir sozinha, sem depender de mediações externas, diante de eventuais alterações na condução das negociações com a Rússia. O tema ganhou espaço em meio a tensões associadas às ações de Washington e outras capitais.
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