- Ativistas que tiveram uma flotilha interceptada no ano passado vão tentar novamente neste ano, com expectativa de mais de cem barcos e até mil profissionais de saúde a bordo.
- O anúncio foi feito nesta quarta-feira na fundação de Nelson Mandela, em Joanesburgo, com Greta Thunberg entre os detidos na operação anterior.
- O objetivo é enviar cem barcos para levar ajuda à Faixa de Gaza, sob bloqueio controlado por Israel.
- Autoridades israelenses reiteraram que as missões anteriores foram truques de divulgação, classificando-as como paquera de imprensa.
- Mandla Mandela, neto de Nelson Mandela, pediu apoio global e afirmou que, mesmo que a flotilha seja bloqueada novamente, a causa já alcançou as pessoas em Gaza.
Activistas que integram uma flotilha interceptada no mar pelo exército israelense no ano passado anunciaram planos para uma nova edição maior, com mais barcos e mais equipes médicas. A ideia é levar ajuda a Gaza, controlada por Israel, apesar das restrições de acesso.
Os organizadores, reunidos nesta quinta-feira na fundação do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, em Joanesburgo, disseram que buscam cerca de 100 barcos, com até 1.000 profissionais de saúde a bordo. O objetivo é ampliar a mobilização internacional em torno do tema.
Entre os participantes estava Mandla Mandela, neto de Nelson Mandela, que já havia sido detido na ação anterior. Ele destacou a importância de mobilizar apoio global para aumentar a pressão sobre o acesso à assistência humanitária em Gaza.
O episódio anterior ocorreu em outubro, quando as forças de segurança de Israel interromperam a chamada Global Sumud Flotilla, com aproximadamente 40 embarcações. Ao menos 450 pessoas foram detidas, incluindo a ativista sueca Greta Thunberg.
Contexto e reação
Autoridades israelenses criticaram as missões como tentativas de chamar atenção, enquanto o governo de Gaza, apoiado por organizações internacionais de ajuda, afirma que o abastecimento ainda é insuficiente, mesmo após um cessar-fogo. Israel continua a controlar grande parte do acesso ao território.
Se a nova flotilha for impedida, os organizadores dizem que o mesmo impacto será alcançado ao enfatizar a situação humanitária em Gaza e a necessidade de fim do bloqueio. Susan Abdallah, uma porta-voz da iniciativa, afirmou que o objetivo é mobilizar a comunidade global para agir contra o cerco.
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